Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Amastha diz ao blog que licença de Moisemar para Secretaria já era programada e seria compromisso moral do deputado com partido para dar lugar ao suplente do PSB. E critica forças alienígenas interferindo na posse de Brasão no Legislativo

16/08/2023 876 visualizações

O ex-prefeito e presidente regional do PSB, Carlos Amastha, explicou ao blog nesta tarde de quarta que a licença do deputado Moisemar Marinho, do seu partido, para assumir cargo de secretário, já fazia parte de um acordo moral entre o parlamentar e a direção regional da legenda.

O deputado tinha até segunda-feira para licenciar-se. Segundo Amastha, na última quinta teria acontecido uma conversa entre ele, Moisemar e o primeiro suplente, Sargento Brasão.

 “Moisemar é  titular do mandato, foi eleito, não era oficialmente obrigado a cumprir, era um acordo partidário moral”, salientou Amastha, ressaltando os suplentes Brasão, Gilberto Morais, Epitácio Brandão ( Picó) e Mauro Lacerda, os mais votados do PSB para deputado estadual no ano passado.

O dirigente do PSB, entretanto, apontou resistências externas à posse do primeiro suplente no cargo de deputado. Pela lei, se o suplente não assumir o cargo vago, terá que renunciar ao direito.

Para ele, as alegações jurídicas não prosperam e servem apenas para conturbar o ambiente político por pessoas estranhas ao Executivo e ao Legislativo e que tentam interferir nos poderes. “Assemelha-se às críticas da posse do vereador Ivory na Assembléia, respaldada por pareceres jurídicos da Câmara de Vereadores.

“O Moisemar está cumprindo, não haveria razões para descumprir. Tanto ele como o Brasão. Não há motivos para deixar uma eleição garantida no PSB, tanto para deputado como para vereador no próximo ano”, pontuou, projetando que se for mesmo candidato a prefeito, o partido teria condições de eleger cinco ou seis vereadores.

Segundo ele, não há como o presidente de um partido, por exemplo, fazer frente ao governador que abriu a vaga para um suplente assumir. “O que assume vai ter compromisso com aquele que o nomeou”, salientou Amastha.

“Se eles quiserem ir para outro partido, não vou impedir e nem tomar o mandato’, explicou questionado sobre a possibilidade (pela legislação o mandato pertence ao partido). Para ele, não adiantaria em nada fazer retaliações. “O partido está sendo muito procurado”, disse o ex-prefeito.

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