Algumas coisas são interessantíssimas. O Jornal do Tocantins (e outros portais) deste domingo publicam o que seriam trechos do discurso do candidato do Podemos, Alan Barbiero, na convenção de ontem.
Anotam que o candidato teria lembrado sua infância em Gurupi que seria sua terra natal. E que se acharia mais competente para administrar R$ 8 bilhões de orçamento municipal no próximo ano.
Outra proposta: Palmas precisa ser integrada porque existiriam pessoas morando no centro, no Sul e no Norte.
Imagina. Alan nasceu em Goiânia (e não em Gurupi). Deve considerar como reminiscências de infância as vezes que se deslocava na adolescência de Goiânia a Gurupi para os carnavais de rua no bloco Eternamente. Público na cidade. Ainda que, formado, ali tenha se estabelecido.
Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Siqueira Campos, por exemplo, nunca discursou sequer sugerindo que tivesse nascido no Tocantins.
E o orçamento municipal deste ano é de R$ 1,3 bilhões. Que deve ser mantido no próximo ano em função da legislação. Para R$ 8 bilhões, é uma diferença espantosa de crédito suplementar.
Ainda que se tratasse de quatro anos (mandato), ter-se-ia R$ 5,2 bilhões. Se já contabilizasse uma eleição e reeleição (oito anos), aí, sim, R$ 10,4 bilhões.
Como se nota, R$ 8 bilhões é um chutômetro sem qualquer base. Passa longe da trave. Até empréstimos dependem desse orçamento. Que dirá, transferências federais. Não há como Palmas quintuplicar o orçamento de um ano para o outro.
Não falo nem de finanças, mas de orçamento mesmo!!! Não há como multiplicar receitas orçamentárias de um ano para outro. Há as base legais para correção do orçamento de um exercício a outro. Não é no "eu quero tanto". A correção orçamentária é regulada pela legislação.
A questão da integração, é outra piada. Palmas não precisa ser integrada por que existiriam pessoas morando no Centro, Sul e Norte. Há também pessoas no Leste, Oeste, Sudeste, Nordeste, Noroeste, Sudoeste.
Assim como em qualquer lugar da terra pessoas moram em todos os quadrantes. Ou seja, morar no Sul ou Norte não é depreciativo ou resultado de equívoco de políticas públicas. A rosa dos ventos não é indicador social. Nem latitudes e longitudes.
A falta de integração,entre elas, sim!! De outro modo, a integração é necessária não porque pessoas morem no Norte ou no Sul. Há falta de integração, com efeito, em pessoas que moram no Norte ou no Sul separadamente.
Aliás, o ex-prefeito Carlos Amastha, de quem o professor foi secretário, tentou fazer esta integração via BRT. Foi convencido pela Justiça Federal e Ministério Público Federal a desistir dessa idéia. A integração de Alan, com explicações tão submersas, induz a que se raciocine pudesse o BRT voltar à pauta.
Como disse no post anterior: o professor tem um problema sério de lógica. Mas ainda há tempo para reparos.


