Dias atrás, portais reproduziram declarações atribuídas ao senador Eduardo Gomes na entrega das máquinas, junto com o governador Mauro Carlesse e o ministro Rogério Marinho. O Senador retrucava crítica da oposição pelo que considerava (a oposição) omissão do governo na origem das verbas para a aquisição dos equipamentos. Emendas de bancada. Eduardo teria dado a entender que Carlesse poderia fazer o que bem quisesse afinal já que tinha sido eleito em 2018.
Partindo de um Senador da República, uma temeridade. De um líder de governo federal, imprudência. Não é porque um governador foi eleito nas urnas que pode sair por aí praticando inverdades. Ou omitindo verdades, no que dá no mesmo. O eleitor crava seu voto nos políticos por suas virtudes e não em defesa de seus vícios. As urnas não são salvo conduto para impropriedades que, no caso, nem mesmo o governo que o Senador pretendeu defender, as teria cometido com tal extensão.
Aliás, a situação é de tal monta esdruxula e hipócrita (dizem que a hipocrisia é a homenagem que o vício faz à virtude) que até o deputado federal Carlos Gaguim saiu nas redes (e em comunicados a prefeitos) publicando que teria trazido os recursos, quando sequer concordou com a emenda, como faz prova a sua não assinatura na ata que destinou as verbas à aquisição dos equipamentos.
Aliás, de onze deputados federais e senadores, apenas sete o endossaram no orçamento de 2017, empenhado em 2018, quando a bancada era coordenada pelo senador Vicentinho Alves. "Há muita mentira por aí", disse ontem ao blog o ex-senador do PR, realçando ter sido ele que conseguiu empenhar as emendas para serem pagas e licitadas pelo governo.


