Os produtores do agronegócio buscam dos candidatos ao governo sinais de que manterão suas benesses fiscais na próxima administração.
Os candidatos os tranquilizam e é provável que os atenderão numa eventual eleição.
No Estado, a parceria governo x agro dispensa xamãs na mediação. E aí a intermediação do interesse público desaparece.
O agro faz pressão pela extinção do Fundo Estadual de Transporte. Uma taxa de 0,2% a 1,2% no transporte da produção
A finalidade da taxa é formar fundos para recuperação de rodovias por onde trafegam veículos pesados transportando o que produz o agro. Pelo último estudo DNIT, 70% dos 3,5 mil km de rodovias do Estado necessitam de reparação.
Vamos aos números: o agro teve de renúncias fiscais de 2023 a junho de 2026, de cerca de R$ 2,9 bilhões.
O Proindústria a frigoríficos, laticínios e agroindústria. Algo equivalente a 44% de todas as renúncias de impostos concedidas pelo governo no período: R$ 6,571 bilhões.
No período, o agro exportou (até junho deste ano) a soma de R$ 55,6 bilhões (US$ 10,9 bilhões) na cotação desta quinta. Repito sem imposto na exportação e 3% na circulação interna.
O Valor Bruto da Produção (faturamento total da agropecuária) do Tocantins foi de R$ 22,4 bilhões (2025). Ou: 8,48% maior que os R$ 20,6 bilhões (2024).
Este ano, até julho, já era R$ 22,788 bilhões (Ministério da Agricultura). É o 13º maior VBP de 27 Estados do país.
Do outro lado, há no Estado 443 mil pessoas fora do mercado de trabalho (PNAD/2º trimestre/2026). Destes, 160 mil sem carteira de trabalho. O agro empregava 120 mil pessoas (transporte, armazenagem, agricultura, pecuária).


