Dias atrás a Secretaria da Indústria e Comércio anunciou mais assinatura de novosTares para concessão de benefícios fiscais (isenções) a empresários do agro.
A justificativa é a atração de investimentos e geração de empregos. Ambos não encontrados pelo TCE em seus relatórios.
Contra a materialidade da renúncia de receita que, como se sabe, também não é dado conhecer ao público origem e valor da receita nova que substituiria a renúncia aos empresários.
Pois bem: o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou a balança comercial do bimestre (janeiro/fevereiro/2023) e por ela o agronegócio do Estado exportou este ano a soma de US$ 178,6 milhões (R$ 939,4 milhões na cotação desta quarta).
Um crescimento negativo de 0,2% em relação a janeiro e fevereiro de 2022. É um índice que contraria os indicadores nacionais que registram as exportações do país terem apresentado um crescimento positivo de 0,2% em igual período. Isto com os mesmos produtos de exportação.
Curiosidade mórbida: no ano passado, janeiro a dezembro, as exportações nacionais cresceram 19% comparadas ao exportado pelo país em 2021. No Tocantins, a variação entre 2021/2022 elevou-se a 67,3% positivos. Ou seja, o Estado exportou, em termos relativos, valores em dólares, 254% a mais do que exportou o país.
Pelos números desta semana, entretanto, o Estado deixou a 14ª posição no ranking das exportações (commodities exportam também empregos por não ocupar manufatura) com que fechou 2022 (US$ 3,087 bilhões/R$ 16,2 bilhões na cotação de hoje) e 09,% da participação nas exportações do país para a 18ª posição no ranking (no primeiro bimestre/2023) e apenas 0,4% de participação nas exportações nacionais.
Pode apostar: vem aí novas isenções. A justificativa está dada.


