Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Agressão a jornalista da CNN segue narrativa alegórica do bolsonarismo cuja única fonte de conhecimento e informação se dá por WatsApp dos líderes fascistas!!! Uma manada burra!!

24/05/2021 618 visualizações

Dias atrás conversando com um parente, ele exercitava o seu direito democrático de defender Jair Bolsonaro. O óbice do interlocutor, entretanto, era provocado pela falsidade dos argumentos. Mentiras descaradas que os bolsonaristas recebem de suas lideranças para defender o chefe ideológico. Teses "escrotas", que me perdoem os leitores o vocabulário chulo, mas somente ele traduziria com precisão a retórica e prática em curso.

O bolsonarista (a que me refiro) não lia jornal, internet, não via TV nem ouvia rádio. Motivo: todos os jornalistas mentiriam. Perguntei-lhe então como se informava. Disse-me que pelas redes sociais e grupos de WatsApp. Raciocinei: bingo!!! A manada bolsonarista se informa pelos bolsonaristas que seriam os apóstolos do divino e infalível Jair Bolsonaro. São parábolas e  mandamentos.

De forma que no Covid-19 que já matou algo próximo de meio milhão de pessoas no Brasil (metade dos óbitos de toda América Latina e 13% das mortes do planeta) enquanto faltam vacinas, as vítimas, pela narrativa alegórica das parábolas, não teriam seguido o conselho do mestre de sair às ruas, retirar as máscaras e tomar cloroquina. Por isto, sucumbiram ao vírus.

Aquelas centenas que foram atrás dele em Palmas, Açailândia, Brasília, Rio de Janeiro (só nos últimos dias) enxergariam na vaidade (e mentiraiada) eleitoreira do chefe, algo superior aos amigos e parentes mortos e aos 19 milhões de famélicos (identificados na semana passada pelo próprio governo do Jair) produto da falta de projetos para a economia do país.

Disto se tem que a  agressão ao repórter Pedro Duran (CNN) ontem por zumbis bolsonaristas exponha, mais uma vez, a parte do Brasil obscurantista, incivilizatória, alienada e eloquentemente troglodita e burra.

Essa manada aí já existia de forma latente na sociedade e imanente no capitão Jair Bolsonaro antes de ser expulso do Exército. Jair apenas proporcionou-lhe valhacouto para suas obscenidades ideológicas.

E cultivado sem qualquer reação por subestimado no Congresso em mais de três décadas de sombras de seu mandato de deputado, recebendo dinheiro público como atividade econômica produtiva que não era. 

Sem apresentar um projeto decente, mas enaltecendo os torturadores do regime militar e proporcionando supostos desvios de salários de servidores públicos em benefício próprio.

Da mesma forma como se comporta atualmente o Congresso, paralisado, em sua maioria, diante de crimes diários de responsabilidade e delitos penais do presidente, sugerindo permitisse a plasmaceira antidemocrática por outras razões que não republicanas. Ou defender o fechamento do Congresso, STF e o descumprimento de leis seriam condutas legítimas e legais?

Jair poderia administrar como lhes concede a Constituição que proporcionou-lhe um mandato legítimo conquistado pelas urnas. E até disputar, com possibilidade de reeleição, um segundo mandato.

Mas não: optou pelo auto-golpe, pelo desprezo ao meio milhão de brasileiros que foram a óbito, em larga medida, por sua negação. A mesma que o levou a, mais uma vez, liderar aglomerações e sem máscaras ontem no Rio.

A manada que o segue e que agrediu o jornalista ontem se espalha pelo país. Aqui neste blog eles entram quando se opõe a escolhas de seu líder. Não tenho medo de retaliações (nem ameaças nas redes), da mesma forma que defendo qualquer governo que se comporte dentro das regras democráticas. A população tem as eleições para mudar, caso não concorde. Bolsonaro foi eleito para defender a democracia e não para extingui-la.

Eu os deleto, os bolsonaristas ou não bolsonaristas, fascistas quaisquer, onde quer que tentem impor por aqui sua tábua de valores e seus imperativos categóricos. Como se no país o crime fosse discordar de pensamentos anacrônicos e de natureza autoritária e não descumprir a lei como o fazem diariamente na pandemia.

Por falar nisso, a Polícia que multa e apreende motos de pilotos comuns sem capacete viu na infração de Jair Bolsonaro ontem, sem máscara e capacete, condutas legais. Bem como o governo do Rio que proíbe aglomerações e obriga o uso de máscaras a seus cidadãos, aplaudiu Bolsonaro nas infrações.

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