Sábado, 24 de Out de 2026

Absoluta relatividade

28/09/2022 2272 visualizações

Há uma  tendência perigosa na transformação de números relativos em absolutos nesta eleição. Especialmente no Senado onde a disputa aparenta-se mais acirrada. Enquanto se mostra aparentemente entre Kátia Abreu e Dorinha Seabra, cabeça com cabeça, o ex-prefeito Carlos Amastha segue como azarão em raia própria. Subestimado, avança e tem nicho de mercado. Amastha, na primeira eleição majoritária e estadual que disputou (2018) saiu-se das urnas com cerca de 220 mil votos. Sem grande parte do apoio do PIB estadual que hoje o acompanha. Para se ter uma idéia, candidata a reeleição em 2014 (na chapa com Marcelo Miranda), Kátia Abreu teve 282 mil votos. Já na última eleição estadual (suplementar) para governo saiu das urnas menor: 15% dos votos, atrás de Carlos Amastha (21%). Já Dorinha, de três mandatos de deputada federal, só foi eleita com votos próprios em 2010. Em 2014 foi eleita pelo Quociente Partidário (QP) e em 2018 conseguiu o mandato pela média. Ou seja, em dois mandatos dependeu dos votos de legenda do partido ou das sobras de votos. Pode ser diferente? Pode!! Mas estes são os números públicos.

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