A uma semana de completar seis meses no cargo, o governador Wanderlei Barbosa faz, no geral, um bom governo. Não se meteu em lambanças, deu segurança às instituições, tem cumprido as obrigações financeiras do Estado e aproveita os deslocamentos para fazer política da forma como sempre fez: simples como se fora um vereador de Taquarussu.
Se isto pode render-lhe dividendos eleitorais, só as urnas para dizê-lo. Sua atuação, entretanto, não enfrenta a velada desconfiança que já se observava na avaliação de ações do governo que o antecedeu, no que já é um grande avanço. Ainda que o Estado prescinda de projetos que impulsione sua incipiente economia e reduza sua extrema concentração de renda.
Mas como não mudou seu modo de fazer política desde vereador e hoje é governador, algo há de producente no método e forma. E que somado o desempenho como Chefe do Executivo estadual, um ganho político relevante tanto na sociedade politica quanto na avaliação popular.
Embaralhou-se na vontade política de reajustar salários com desdobramentos na questão fiscal como se verá no final do quadrimestre se as receitas não se comportarem com a mesma intensidade das despesas. E na confusão que fez com os projetos de concessão.
O afastamento de secretários e assessores que o auxiliavam para disputarem mandatos pode dar mais solidez ao governo. Na busca por um governo de coalizão, Wanderlei fez concessões que descaracterizaram, certo modo, determinados princípios que diz ser-lhes caros.
Não comprometendo a administração – como tem se pautado – esse arroz com feijão pode proporcionar-lhe a reeleição. Isto se conseguir formar uma chapa competitiva onde parece enfrentar problemas justamente por sua natureza conciliatória ainda que não raro bata na mesa.
A oposição subestimar Wanderlei Barbosa não é uma boa estratégia. Até agora ele tem encarnado o tocantinense sertanejo que ainda não governou seu próprio Estado. E se não complica, o eleitor pode entender que deve continuar.


