Deve ser divulgada nesta quarta mais uma pesquisa Quaest no Estado.
A dez dias das eleições e observando os índices anteriores, não há que se esperar grandes alterações no empate técnico entre Dorinha Seabra e Vicente Jr. Jogo jogado.
Se aparecerem mudanças substanciais, algo aconteceu fora das probabilidades. Fraude na pesquisa. Mas o Quaest (contratado pela Globo) não chegaria a tanto. Segundo turno é "pule de dez".
A disputa mais acirrada – posto não ter segunda chance – está no Senado. Eduardo Gomes e Alexandre Guimarães devem seguir líderes. Mas tendo no calcanhar Eli Borges e Carlos Gaguim.
Wanderlei Barbosa, para não variar, meteu, novamente, sua colher de pau na reconstituição que o deputado do UB realizava em sua candidatura.
Tipo assim: está calmo demais, vamos dar uma bagunçadinha. E olha que Wanderlei resistiu o quanto pôde a Carlos Gaguim na chapa.
A declaração do governador de apoio a Eli Borges anteontem foi degustada como apoio normal, como dissesse: apoiamos todos do grupo.
Num pleito com uma duzia de candidatos disputando duas vagas, convenhamos, não é a melhor tática dentro de uma estratégia. Se é que se tem estratégia nisso.
O eleitor não entende assim. E Wanderlei dá seguidas demonstrações de que é personalíssimo.
Ainda que algumas decisões apontem para falta de método, impulsividade não contida.
E isto revelasse falta de estratégia que é prejudicial a qualquer projeto de grupo.
Wanderlei subiu (diz-se de surpresa) no palanque de Eli após ter optado publicamente por Carlos Gaguim.
E agora, seu gesto implica em abandonar o deputado Gaguim como largou a mão de Eli. No grupo há ainda Ronaldo Dimas no Senado.
Um movimento brusco a dez dias das eleições que tem potência para mandar para o “cacha-prego” as candidaturas, tanto de um quanto de outro.
À bica das urnas, o eleitor não saberia qual a indicação de seu líder para o Senado.


