O governador Wanderlei Barbosa, a partir das circunstâncias dadas, está submetido a pressões não desconsideráveis. Resta descobrir o seu grau de administração das razões e dos afetos.
É obrigado a refazer projetos majoritários (Amélio ou Dorinha) e, no campo proporcional, uma escolha leva a outra. Daqui a três meses tem o prazo de renúncia e mais três, as convenções.
Exemplo: a 1ª dama, Karynne Sotero, se movimenta com aceleração de candidata a deputada federal.
Um direito legítimo, tem apelo popular, é organizada e, tudo indica, a sua exposição nos inquéritos do STJ não colou na sua imagem como se imaginava.
Mas sua candidatura, a lei a condiciona à renúncia de Wanderlei.
A denominada inelegibilidade reflexa.
E, por óbvio, ao vice Laurez Moreira no cargo do Governador. Há controvérsias, mas façam suas apostas.
Para encaixar Karynne na Câmara dos Deputados teria, ainda, que entender-se com o filho, o deputado estadual Leo Barbosa (divisão de ativos eleitorais), vice-presidente do Legislativo estadual.
E que pode disputar mandatos com Wanderlei no cargo, se candidato à reeleição. Uma renúncia de Wanderlei daria sustentação também a Leo a disputar a Câmara dos Deputados.
Wanderlei (nem Leo) não tem, pela legislação, a opção do troca-troca: Karynne na Assembléia e Leo na Câmara. Sem enfrentar a lei de inelegibilidades.
Os dois disputando o cargo de deputado federal exigiria um esquadrinhamento de colégios eleitorais. Com Wanderlei fora do cargo.
E ainda tem o abacaxi do governo em ano eleitoral onde as restrições são maiores para governadores no último ano de mandato.
Pode quase nada.


