Domingo, 22 de Fev de 2026

Wanderlei autoriza concursos necessários mas, do ponto e vista financeiro e fiscal, inoportunos. Estudo do Comsefaz esta semana aponta contraste entre receitas, despesas e investimentos estaduais comparada a média nacional

ue 22/02/2026 110 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa anunciou ontem concurso de auditor fiscal. E fez questão de proclamar a autorização para estudos do edital ao lado do secretário da Fazenda, Donizeth Silva.

Além de necessidade da Fazenda, uma reivindicação antiga da categoria. Por enquanto, é só uma autorização para iniciar o processo.

O da Segurança Pública está há mais de cinco anos nesta fase.

Wanderlei já tinha anunciado concurso para cinco mil servidores na saúde. Ambos (Fazenda e Saúde) necessários à demanda. .

Esta semana, entretanto, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (do qual o Estado faz parte) publicou uma nota técnica que aponta desaceleração real nas receitas estaduais no ano passado.

O Tocantins situa-se no meio da tabela: cresceu 3% (ICMS) nas receitas estaduais.

Um crescimento acima da média nacional de 1,7% no ICMS. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços representa, no Estado  (2025) cerca de 73,4% (Sefaz/2025) de toda arrecadação tributária estadual.

O desempenho no ICMS (conforme os números do Comsefaz) é maior também que os 2,3% da média nacional das transferências correntes, mas menor que os 5% do FPE. Dependência maior da União.

Por outro lado, o estudo mostra que, no país, os Estados aumentaram as despesas com pessoal em 3,2%. E investiram 8,8% a mais em 2025 comparado com 2024.

No Tocantins, no mesmo período, o Executivo elevou os gastos com salários em 7% e empenhou 25% a menos para investimentos do que em 2024. Vetor invertido.

Isto quando as receitas realizadas (2024/2025) elevaram-se também em cerca de 7%.

Para 2026, a previsão orçamentária é de crescimento das despesas com salários de 11,4% (todos os poderes). Executivo também 11,4%.

Para uma previsão de elevação de receitas de 12,5%.

Levando-se em consideração que o planejamento de despesas correntes (na LOA/2026) é de elevação de 65%, tem-se aí uma equação previsível: os novos gastos com salários podem levar a administração acima do limite das receitas.

Compartilhar

Deixe seu comentário