O governador Wanderlei Barbosa anunciou ontem concurso de auditor fiscal. E fez questão de proclamar a autorização para estudos do edital ao lado do secretário da Fazenda, Donizeth Silva.
Além de necessidade da Fazenda, uma reivindicação antiga da categoria. Por enquanto, é só uma autorização para iniciar o processo.
O da Segurança Pública está há mais de cinco anos nesta fase.
Wanderlei já tinha anunciado concurso para cinco mil servidores na saúde. Ambos (Fazenda e Saúde) necessários à demanda. .
Esta semana, entretanto, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (do qual o Estado faz parte) publicou uma nota técnica que aponta desaceleração real nas receitas estaduais no ano passado.
O Tocantins situa-se no meio da tabela: cresceu 3% (ICMS) nas receitas estaduais.
Um crescimento acima da média nacional de 1,7% no ICMS. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços representa, no Estado (2025) cerca de 73,4% (Sefaz/2025) de toda arrecadação tributária estadual.
O desempenho no ICMS (conforme os números do Comsefaz) é maior também que os 2,3% da média nacional das transferências correntes, mas menor que os 5% do FPE. Dependência maior da União.
Por outro lado, o estudo mostra que, no país, os Estados aumentaram as despesas com pessoal em 3,2%. E investiram 8,8% a mais em 2025 comparado com 2024.
No Tocantins, no mesmo período, o Executivo elevou os gastos com salários em 7% e empenhou 25% a menos para investimentos do que em 2024. Vetor invertido.
Isto quando as receitas realizadas (2024/2025) elevaram-se também em cerca de 7%.
Para 2026, a previsão orçamentária é de crescimento das despesas com salários de 11,4% (todos os poderes). Executivo também 11,4%.
Para uma previsão de elevação de receitas de 12,5%.
Levando-se em consideração que o planejamento de despesas correntes (na LOA/2026) é de elevação de 65%, tem-se aí uma equação previsível: os novos gastos com salários podem levar a administração acima do limite das receitas.

