Terça-feira, 25 de Ago de 2026

Vicentinho cobra investigação sobre medicamentos vencidos: "O Tocantins precisa saber o que aconteceu"

25/08/2026 12 visualizações

O candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, cobrou uma investigação rigorosa após a divulgação de que centenas de caixas de medicamentos com prazo de validade vencido foram encontradas durante vistoria no Centro de Distribuição de Medicamentos do Governo do Estado. Entre os produtos noticiados estão medicamentos utilizados no tratamento do câncer de próstata, hormônios, morfina e soro.

Para Vicentinho, a situação exige mais do que explicações administrativas. É necessário esclarecer como esses medicamentos foram adquiridos, em quais quantidades, com qual prazo de validade chegaram ao Estado, por quanto tempo permaneceram armazenados e por que não foram distribuídos à população.

“Ou estamos diante de uma desorganização gravíssima, que permitiu que medicamentos vencessem enquanto pacientes precisavam deles, ou existem outras irregularidades que precisam ser investigadas. Foram compradas quantidades acima da necessidade? Esses medicamentos chegaram próximos do vencimento? Alguém autorizou o recebimento nessas condições? Quanto dinheiro público foi perdido? A população tem o direito de saber”, afirmou Vicentinho.

O candidato defendeu que a apuração envolva os órgãos de controle e, havendo recursos federais envolvidos ou indícios que justifiquem sua atuação, que as informações sejam encaminhadas também às autoridades federais competentes, inclusive Ministério Público e Polícia Federal.

Paciente não pode pagar pela falta de gestão

Vicentinho destacou que a gravidade do episódio aumenta quando se considera a realidade de pacientes que dependem da rede pública para conseguir medicamentos e realizar tratamentos.

“Estamos falando de remédio. Estamos falando de gente que sente dor, de famílias que esperam por tratamento e de pacientes com doenças graves. Encontrar medicamento vencido em depósito público enquanto existe gente precisando ser atendida é algo que não pode ser tratado como um simples problema de estoque”, declarou.

Como proposta, Vicentinho defende um sistema integrado de controle dos medicamentos da rede estadual, com rastreamento de lotes, quantidades, origem dos recursos, datas de recebimento e prazos de validade, além de alertas para redistribuição antes do vencimento e transparência sobre os estoques.

“Primeiro, é preciso investigar e saber exatamente o que aconteceu. Depois, responsabilizar quem tiver responsabilidade. E, principalmente, mudar o sistema para que isso não volte a acontecer. Dinheiro da saúde tem que virar atendimento, medicamento e tratamento para quem precisa”, concluiu.

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