Quarta-feira, 1 de Abr de 2026

Vicentinho agrega MDB e Amélio mas a práxis circunstancial indicaria preocupação não só com a quantidade, mas qualidade dos apoios que migram como satélites birutas na janela partidária atrás de uma boquinha melhor

01/04/2026 244 visualizações

A empolgação (até de jornalistas) com a filiação de Amélio Cayres ontem ao MDB, considerada  a práxis, pareceu sugerir concretizada a transformação da quantidade em qualidade.

Amélio tem o poder institucional do Legislativo. Mas nunca foi testado em cargo majoritário. Há três eleições não sai dos 22 mil votos. Vicentinho o contrário: sempre dentre os mais votados.

O grupo adversário mais forte (por enquanto) - Dorinha Seabra - detem mais votos, mais prefeitos, mais partidos, mais candidato, maior tempo de propaganda e maior número de fundo de campanha.

 Amélio - o centro das atenções - como um dedicado curraleiro patriota, discursou ontem não concordar com “projetos do Tocantins” discutidos “nas luzes amarelas de Brasília”.

E o fazia sem demonstrar desconforto pelo “faça o compromisso que tiver que fazer para retornar ao governo em Brasília”, que lhe fora atribuído por Wanderlei Barbosa, outro declarado curraleiro.

Ora, se os projetos para retorno de Wanderlei estivessem sendo discutidos em BSB de modo ilegítimo e Amélio o soubesse, a obrigação legal e com a população seria fazer tramitar os pedidos de impeachment.

O primeiro (do PSB, de Carlos Amastha) protocolado em setembro de 2025. Mais quatro se seguiram.

Empossado em secretaria municipal do Podemos de Palmas (que está na chapa de Dorinha/Wanderlei), o PSB pediu o arquivamento dos seus dois pedidos.

E a deputada Vanda Monteiro, dos demais em janeiro e atendidos por Amélio esta semana.

A tentativa de concretizar quantidade em qualidade (uma busca até hegeliana) foi demostrada pelo número de trânsfugas (alguns mudaram de partido duas vezes na mesma janela partidária) quando a própria altercação diária já indicava a qualidade do gesto.

Vicentinho Jr agregou apoiadores. Fato. E já sinaliza poder ter o poder polítco em 2027. Mas todo agrupamento social é algo maior (e mais diverso) da soma dos compromissos.

Não é como na física onde se sai da quantidade só nas metáfora e quallidade pouco importaria. Na política é a qualidade do acréscimo que conta.

E aí uma conclusão objetiva: Wanderlei rebateu novamente ontem a renúncia disseminada em redes sociais.

Um dos poucos discursos coerentes desde o ano passado, sugerindo que o Governador segue a práxis anunciada. Os demais, não.

Hegel deveria ser consultado.

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