O deputado Vicentinho Jr (PP) – pré-candidato ao governo – postou em uma rede social o imponderável: o governador teria despachado o vice-governador do Palácio do governo.
Laurez Moreira confirmou ao blog nesta tarde a postagem: teria sido mandado a alugar uma sala fora do Palácio para exercer a vice-governadoria. Após deixar o governo em exercício.
Mais despesas ao contribuinte. Laurez diz que não aceitou e não vai procurar salas para a vice-governadoria.
Como apurou o blog, a vice teria sido convidada a deixar o Palácio e oferecida a divisão de salas no prédio onde funciona uma secretaria de Estado. A vice já estará lá a partir de segunda-feira.
Mais: que teria sido reduzida a sua equipe de segurança da vice-governadoria e estaria com dificuldades para nomear seus assessores.
Obviamente, vice-governador não é subordinado ao Chefe do Executivo.
Governadores não podem, por exemplo, demitir seus vices. E o Palácio não é do Executivo e sim do governo.
Igual estrutura do Chefe de governo a lei destina a seu substituto eventual por motivos óbvios.
Executivo é apenas um poder de governo. O vice é do governo e não do poder Executivo.
Vice não pode ser descartado, nem a vice-governadoria transformada em secretaria.
É assim não porque os políticos queiram ou não. Mas porque a Constituição da República o determina.
Daí a vice-governadoria ter competências e prerrogativas próprias.
E que até Mauro Carlesse não afrontou quando Wanderlei Barbosa, seu vice, na oposição, despachava dentro do Palácio.
De dentro da sede do governo construiu a maioria que aprovou a tramitação do impeachment do ex-governador.
Se isto ganha a imprensa nacional, Nunes Marques (STF) pode arrepender-se da concessão do habeas corpus.
E deixar para Mauro Campbel (STJ) decidir daqui para frente.
Não por falta de matéria-prima constitucional.
Wanderlei parece querer enterrar os pés na jaca ainda mais. Não é bom para ele nem para o Estado.


