Intensificam-se as cobranças à senadora Dorinha Seabra (UB) a definir o vice.
Um exagero retórico: nenhuma das três chapas mais competitivas estão completas.
Especula-se até Ronaldo Dimas (Podemos). Ronaldo que deixou Laurez dias atrás para formar com Dorinha.
E que junto com Eduardo Gomes (Laurez e Dimas) formavam um trio coeso e forte na pré-campanha de 2022.
Situação que pressionou Eduardo Siqueira (presidente regional do Podemos e sempre Dorinha) a posicionar-se naquela de “não sou a favor nem contra, pelo contrário”.
Uma situação desconfortável que lhe impôs Ronaldo Dimas. Eduardo tem mandato, é prefeito da Capital. Dimas busca um desde 2022. Muito claro aquele a quem Dorinha escutaria mais.
Dimas praticamente obrigou Eduardo a abandonar sua estratégia de deixar as abóboras acomodarem-se no caminhão, para não ser engolido pelo seu próprio ex-secretário e homem forte de Laurez Moreira no governo.
A lógica aponta que fora Dimas indicado pelo partido (a Senado ou vice), Eduardo seria o portador do anúncio. E não plantações em portais e influenciadores.
Como em 2018 com o ex-senador Vicentinho Alves e o PR, os aliados de Ronaldo Dimas repetem a estratégia.
O Podemos é comissão provisória. Ainda assim, Dimas necessita da aprovação de Eduardo para candidatar-se.
Ele sabe disso. Assim como as consequências do movimento.
O vice da chapa de Dorinha será indicado pelo governador Wanderlei Barbosa.
Só faltava essa: o governador entregar o governo, aliados, deputados, vereadores e prefeitos do Republicanos à chapa da Senadora.
E abrir mão de todo poder político disto originário. Junto com tempo de propaganda eleitoral no rádio e tv e fundo eleitoral.
Wanderlei que pode ficar quatro anos sem mandato.


