A revista Veja incluiu (ontem) o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) dentre os cinco chefes de Executivo estaduais que ficarão no cargo até o final do mandato.
Os demais seriam de Alagoas, Maranhão, Amazonas e Rondônia. Eles não renunciariam aos cargos.
Veja teve ter indícios ou evidências da decisão para alterar sua previsão em janeiro deste ano.
Lá (no final do mês), Veja incluía Wanderlei no grupo de governadores que renunciariam para disputar o Senado.
No início de fevereiro O Globo colocava Wanderlei com futuro indefinido. Estamos em março, a três semanas da desincompatibilização.
No Palácio Araguaia já está formado um consenso de que Wanderlei não vai renunciar. E ainda que não anunciado oficialmente, a candidata seria a senadora Dorinha Seabra (UB).
A explicação política disseminada é que o governador, em favor da população, não iria entregar o cargo ao vice que – na avaliação palaciana – teria demonstrado incompetência no exercício do cargo. Um eufemismo.
A Senadora lança sua pré-candidatura no próximo dia 27 de março. Uma semana antes do final do prazo da janela partidária e da desincompatibilização.
Seria, naturalmente, momento para anúncio de apoio de Wanderlei, muito embora ele tenha já discursado que aguardará as convenções.
Quando teria mais prazo para processar o fator-Amélio Cayres. Sem correr o risco da semana entre o lançamento de Dorinha e o fim da janela partidária.


