A votação vai até o final da tarde deste domingo, mas não há muito a que se esperar de surpresas de última hora.
No Estado, Vicentinho Jr (PSDB) apresentava, ontem, em três pesquisas (Quaest/Paraná/Atlas Intel) uma vantagem de 18 pontos percentuais dos votos válidos sobre Dorinha.
Paraná (59%/41%), Atlas (59,5%/40,5%) e Quaest (59%/41%).
Mais: na Quaest 88% diziam que escolha é definitiva. Na Paraná, 57,3% tinham certeza da vitória de Vicentinho.
No popular, aparentemente prego batido e ponta virada. Mas ainda não são votos depositados. Apenas declarados.
O repertório de resultados eleitorais/pesquisas é majoritário quanto à correspondência entre intenções de votos antes das urnas e votos nas urnas.
E isto não é opinião, mas fato. Diferenças acima da margem de erro são exceções e não regra. E essa margem de erro nos três institutos está na faixa de 2% a 3%.
Mas há também o “imponderável de Almeida” de Nelson Rodrigues.
Se estivéssemos diante da possibilidade de uma aposta em jogo, entretanto, cravar Vicentinho seria mais que “pule de dez”.
Restaria a Dorinha administrar, nos próximos quatro anos que ainda disporia de mandato de senadora, a recomposição de ativos perdidos na campanha.
Alguns de natureza especialmente moral que Dorinha Seabra não mereceria ser debitada.


