Um vídeo publicado nas redes sociais reforça os conflitos do governo e do Republicanos. Wanderlei reitera que não deixa o cargo.
Os motivos na fala: não poderia cometer injustiça com o grupo político que acreditou nele.
O discurso parece uma consequência buscando uma causa para chamar de sua.
A nova justificativa sucede a particular explicação anterior de não passar o cargo ao vice.
Dá um quê de legitimidade e republicanismo à já confessada vindita pessoal.
Wanderlei, pela legislação, tem direito a renunciar ou ir até o final do mandato. Uma decisão só dele.
Ainda que terminar o que prometeu ao eleitor (governar por quatro anos) não fosse mais do que uma obrigação ética e moral. Não seria favor algum.
O grupo político que agora diz ter acreditado nele (citando nominalmente Eduardo Gomes, Carlos Gaguim, Amélio Cayres e Dorinha Seabra) é que faz emergir tese controversa.
Wanderlei foi eleito contra o candidato do senador Eduardo Gomes.
E Dorinha Seabra é candidata a governo (contra a pré-candidatura de Amélio Cayres, do partido do governador) com o impulso inicial de Carlos Gaguim.
Politicamente, no afastamento, não se viu qualquer declaração de Dorinha contra eventual injustiça que STJ/STF estivesse praticando em desfavor de Wanderlei. Já Amélio, segurou o impeachment.
Pode-se mudar o entendimento claro!! Os três tem trabalho a mostrar e relevante aprovação popular. E em política quem não muda, não muda nada.
Não pega bem é tratar como se o passado inexistisse, jogar tudo num caldeirão e ofertar ao eleitor sem explicações.
Até agosto, Eduardo Gomes era o candidato ao Senado de Amélio/Wanderlei. E Dorinha (no áudio vazado) queria retirar o Senador da chapa palaciana.
O que, convenhamos, não se pode dizer ação de um aliado.
Veio o afastamento (setembro) e mudou tudo.
Daí que, embora injustiça não se deva fazer a ninguém, a justiça a que se refere Wanderlei só pode ter origem, no relógio, durante o afastamento.
Quando, em tese, Wanderlei necessitava de ajuda mais jurídica do que política ou pessoal.
E como Wanderlei cita Gaguim, Dorinha, Eduardo e Amélio, ter-se-ia aí a chapa do Palácio.
O problema residiria em Amélio aceitar ser vice-governador de Dorinha Seabra.


