Quinta-feira, 29 de Jan de 2026

Uma consequência em busca de uma causa. É o que se pode inferir da nova justificativa do governador para não renunciar ao cargo e disputar o Senado

29/01/2026 118 visualizações

Um vídeo publicado nas redes sociais reforça os conflitos do governo e do Republicanos. Wanderlei reitera que não deixa o cargo.

Os motivos na fala: não poderia cometer injustiça com o grupo político que acreditou nele.

O discurso parece uma consequência buscando uma causa para chamar de sua.

A nova justificativa sucede a particular explicação anterior de não passar o cargo ao vice.

 Dá um quê de legitimidade e republicanismo à já confessada vindita pessoal.

Wanderlei, pela legislação, tem direito a renunciar ou ir até o final do mandato. Uma decisão só dele.

Ainda que terminar o que prometeu ao eleitor (governar por quatro anos) não fosse mais do que uma obrigação ética e moral. Não seria favor algum.

O grupo político que agora diz ter acreditado nele (citando nominalmente Eduardo Gomes, Carlos Gaguim, Amélio Cayres e Dorinha Seabra) é que faz emergir tese controversa.

Wanderlei foi eleito contra o candidato do senador Eduardo Gomes.

E Dorinha Seabra é candidata a governo (contra a pré-candidatura de Amélio Cayres, do partido do governador) com o impulso inicial de Carlos Gaguim.

Politicamente, no afastamento, não se viu qualquer declaração de Dorinha contra eventual injustiça que STJ/STF estivesse praticando em desfavor de Wanderlei. Já Amélio, segurou o impeachment.

Pode-se mudar o entendimento claro!! Os três tem trabalho a mostrar e relevante aprovação popular. E em política quem não muda, não  muda nada.

Não pega bem é tratar como se o passado inexistisse, jogar tudo num caldeirão e ofertar ao eleitor sem explicações.

Até agosto, Eduardo Gomes era o candidato ao Senado de Amélio/Wanderlei. E Dorinha (no áudio vazado) queria retirar o Senador da chapa palaciana.

O que, convenhamos, não se pode dizer ação de um aliado.

Veio o afastamento (setembro) e mudou tudo.

Daí que, embora injustiça não se deva fazer a ninguém, a justiça a que se refere Wanderlei só pode ter origem, no relógio, durante o afastamento.

Quando, em tese, Wanderlei necessitava de ajuda mais jurídica do que política ou pessoal.

E como Wanderlei cita Gaguim, Dorinha, Eduardo e Amélio, ter-se-ia aí a chapa do Palácio.

O problema residiria em Amélio aceitar ser vice-governador de Dorinha Seabra.

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