Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Situação das contas públicas, mesmo com algum avanço, não emite, ainda, sinais de otimismo para equilíbrio fiscal do governo por sua oscilação política nas contratações de novas despesas

luizarmandocosta 24/04/2019 877 visualizações

Desenhando: o governo teve despesa líquida de pessoal (já descontados os penduricalhos permitidos pela LFR) –balanço de 2018 – de R$ 4,07 bilhões no ano passado: 56,67%. Poderia gastar (49%) só R$ 3,5 bilhões para uma RCL de R$ 7,1 bilhões.

No balanço do primeiro bimestre de 2019 (jan/fev) o governo registrou uma despesa de pessoal de R$ 583 milhões. Retirando os R$ 660 milhões (despesas líquidas de pessoal jan/fev/balanço/2018) e somando os R$ 583 milhões (jan/fev/2019), o governo gastou no ano (últimos doze meses até fevereiro) R$ 3,993 bilhões de salários (no cálculo da LRF) para uma Receita Corrente Líquida de R$ 7,2 bilhões (está lá no balanço). Ou: 55,45%. Um corte de meros R$ 80 milhões com pouca margem de erro para mais ou para menos.

Essa diferença se deu também pelo aumento da arrecadação e repressão da demanda pela falta de orçamento. Evidente que a não renovação dos contratos em dezembro possibilitou uma ligeira queda mas não o suficiente. Isto porque a maior despesa está nos efetivos (81%/dados da própria Sefaz/Planejamento/2018). Os contratos e comissionados (sem efetivos em comissão/efetivo com FC) somam 18% da folha(R$ 653 milhões no ano passado/ R$ 54 milhões/média/mês).

A não renovação dos contratos em dezembro resultou num corte de algo próximo de 50% disso que terminou refletindo nos números de janeiro, fevereiro e março, retomando em abril (R$ 42 milhões) os gastos. Ou seja, ainda que se cortasse todos os comissionados/contratos teria dificuldades para se enquadrar. E não é isto que ocorre: o governo contrata comissionados/contratos praticamente todos os dias. Basta abrir o Diário Oficial.

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