O silêncio da ex-prefeita Cínthia Ribeiro (PSDB) e do deputado e pré-candidato ao governo, Vicentinho Jr (PP) sobre a entrega do partido ao parlamentar, é, eloquentemente, constrangedor para ambos.
Na impossibilidade de negarem as movimentações da Executiva nacional tucana com o deputado do PP, os dois correm de dar explicações sobre o assunto que é público, sim!!!
Partidos são associações privadas, mas financiadas com grana do contribuinte. E candidatos irão administrar recursos do distinto público. Por que motivos esconderiam suas intenções e ações?
O jogo de esconde-esconde (sobre questão que envolve dinheiro público) é pior do que a junção de propostas partidárias diametralmente opostas e infinitamente díspares. Ulysses Guimarães e Brilhante Ursa de mãos dadas.
Um político de extrema direita decide tomar um partido ideologicamente social-democrata com o aval da direção socialdemocrata tucana. E está tudo bem. Juntar Bolsonaro/Ciro Nogueira com FHC/Sérgio Mota e Mário Covas.
Nas democracias, entretanto, cada um muda do jeito que bem entende. Só nas ditaduras não se pode mudar de ideologia e pensamento sobre a política.
Cinthia e Vicentinho desapareceram das redes. No Estado, a ex-prefeita (que ainda é presidente regional do Diretório) sequer conversou sobre o assunto com o diretório. No diretório metropolitano também não. Ninguém sabe, ninguém viu. Tocado neste sábado por telefone, o presidente Carlos Braga (do diretório metropolitano) disse ao blog que a prefeita ainda não tinha tratado do assunto com ele.
Isto depois de confirmadas conversas de Cínthia com Aécio Neves e Marconi Perilo. E do ex-senador Vicente Alves e de Vicentinho Jr com a direção nacional do PSDB.

