Quarta-feira, 21 de Jan de 2026

Será desafiador aos deputados propor impeachment de vice não investigado após meia dúzia de pedidos engavetados contra governador com inquérito no STJ. E isto corre como informação jornalística séria sem qualquer ponderação

21/01/2026 192 visualizações

O Estado virou um caso de polícia. E, em larga medida, não só por conta dos políticos.

Jornalistas e influenciadores distribuem (sem qualquer ponderação mas com mesmo start) que deputados e assessores de deputados estariam discutindo impeachment do vice Laurez Moreira.

Repetem, no vício, a aloprada tese (disparada com  igual start) de que Laurez tivesse sido sondado por Wanderlei para renunciar em troca de vaga no TCE. Pela dupla renúncia, Wanderlei aceitaria entregar anéis a Laurez.

No alopramento no Legislativo, assessor, agora, também teria direito a voto no impeachment. Não está muito distante de vigarice intelectual a inclusão dos "barnabés" na discussão de crime de responsabilidade.

E por que? Não apenas engrossaria o caldo mas sinalizaria amplitude de um movimento que no limite representaria "toda" a população discutindo o impeachment de Laurez.

Essa a idéia que, de subjacente, passaria a ser uma verdade sobreposta. Distorção até criminosa.

O investigado sob acusação de prática de desvios não é o vice do PSD.

Os barnabés, por tais premissas e demonstrações, também teriam representação legislativa constitucional!!! E não só de opinar, mas discutir e influenciar em temas como impeachment. 

Não por acaso, um dos assuntos (que o TSE tem que aprovar até 5 de março deste ano nas normas gerais) é a responsabilidade de conteúdos digitais nas eleições.

No Tocantins, a movimentação não cita nomes dos integrantes da conjuração, mas reforça o objeto dos conjurados/conspiradores: o vice.

E fazem, contraditoriamente, questão de expor suas confidências como inconfidências amparadas pelos “bastidores”.

Citam até aquele pedido de impeachment de Laurez (retirado pelo próprio autor pela absoluta deficiência argumentativa e de fundamentos) quando no exercício do cargo de governador.

Tanto pela Constituição quanto pela Lei 1079, governadores e vices tem funções distintas. No popular, vice é apenas um auxiliar de luxo.

Mas são fundamentais no presidencialismo e na separação de poderes e afastamento da idiossincrasias do Legislativo.

Ora, os deputados guardam nas gavetas meia dúzia de pedidos de impeachment de Wanderlei Barbosa que foi afastado pelo STJ por acusação de participar de desvios (improbidade).

Seria desafiador aos deputados, em circunstâncias tais, angariarem 2/3 do Legislativo contra Laurez (vice não investigado), se o negaram a Wanderlei (governador investigado).

E abrir janela para Wanderlei   disputar senado com Amélio no cargo de Chefe do Executivo indo à reeleição a governador. Dando uma banana a Dorinha Seabra, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim.

É só mais uma feitiçaria que, com não desprezível probabilidade, pode se voltar contra o feiticeiro.

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