Terça-feira, 20 de Jan de 2026

Se não controlar seu léxico, Wanderlei pode transformar ativo em matéria tóxica ao candidato do Palácio ao governo.Não é mesmo Comandante!!

20/01/2026 278 visualizações

Wanderlei Barbosa tem pela frente um desafio: controlar seu léxico para não transformar seu ativo (aprovação popular) em matéria tóxica.

Propagou nas redes sociais ontem vídeo reunindo secretários em mangas de camisa, prefeitos e vereadores na sua chácara Catuá.

O nome catuá designa uma planta conhecida por suas propriedades afrodisíacas e estimulantes. Quesito em que o Palácio Araguaia, tudo indica, não atenderia.

Alí, o governador deu protagonismo ao Comandante da PM que teria levado demandas da Corporação. Cinco dias após aquele discurso das promoções de “18,20 anos”).

O único, dentre os demais, a ser brindado com o espaço próprio para falar no vídeo espalhado nas redes por Wanderlei.

Militares da ativa (conforme a carta constitucional) não podem filiar-se a partidos. A movimentação do coronel Comandante é claríssima. E parece contar com o endosso e impulso do Governador.

Para disputar eleições, deve afastar-se das atividades ou ser agregado pela autoridade superior. Ele sabe perfeitamente disso.

Mas o ignora na prática militar e aí termina não assessorando o Chefe do Executivo no que lhe diz respeito no cargo. Em ano eleitoral, pior ainda.

Mesmo que Wanderlei não seja dado a receber com sorrisos críticas de assessores, preferindo os bajuladores. Ou seja, o problema da assessoria não seria apenas a natureza dos assessores.

Não é só este o ponto. A agenda com prefeitos e vereadores (na publicação) dizia respeito a agenda institucional, obras. Sediá-la em local privado não seria a  forma mais adequada.

Wanderlei, pela lei, não pode contratar obras que não possam ser executadas este ano. Não pode deixar dívidas para seu sucessor.

E seu candidato não poderá subir em palanques de inauguração de obras. E se subir, ainda que não faça uso da palavra, pode ser acusado de abuso de poder econômico e político.

Não pode fazer transferências voluntárias a municípios e também é impedido de aumentar despesas de pessoal.

Ainda que sejam programadas para “eficácia” futura. Não pode fazer operações de crédito por antecipação de receita orçamentária nem alterar carreiras públicas.

Agora, quanto à agenda municipal, os números não o ajudam. O governo aplicou no ano passado apenas 57% dos investimentos previstos na Lei Orçamentária.

Contrariamente ao aumento das receitas, aplicou em obras e benfeitorias públicas em 2025 menos que os 58% realizados em 2024 e ainda menor que os 84% de 2023.

O valor aplicado no ano passado (R$ 972 milhões/liquidado) é menor, mais ainda, que os R$ 1,1 bilhões de 2022.

Ou seja, 11,6% a menos (R$ 128 milhões) três anos depois, quando só a inflação no período (2022/2025) foi de 19,49% para mais.

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