O blog foi acusado ontem pela manhã por um grupo de leitores de apontar e antecipar o que não existiria: problemas na chapa de Laurez.
Simplesmente por anotar que o encadeamento de razões davam ao chamamento da coletiva Irajá/Carlesse (sem o pré-candidato ao governo) a natureza de uma ordem necessária: o racha.
Irajá anunciou ontem a tarde, com efeito, Mauro Carlesse como suplente e mais um nome na disputa pelo Senado do partido (PSD): Ivanete Lima, que foi a vice do deputado Junior Geo na disputa em Palmas. Não passaram do primeiro turno.
Vejam bem: Irajá atuou como se fora ele o presidente do PSD. Olha a dimensão: a chapa de Laurez (o candidato ao governo) tem uma aliança praticamente acertada com o PT.
Laurez é o presidente regional do PSD. E agora teria uma outra candidata ao Senado lançada pelo senador e ex-presidente do partido.
Anúncio sem a sua presença e consentimento. Reagiu que o segundo candidato ao Senado é Paulo Mourão, do PT.
Irajá, em princípio, repetiu com Laurez igual movimento que riscou no Estado com a então senadora Kátia Abreu há quatro anos. Lá, entretanto, Kátia era do PP e ele do PSD.
A não ser que fosse destituído do cargo por Gilberto Kassab, Laurez exerce ainda o comando do partido.
E aí uma nova crise na chapa do PSD, de dimensões conceitual, funcional e emocional incalculáveis a esta altura do calendário eleitoral.
Tudo decorrente de um mesmo movimento pessoal e voluntário contrário aos princípios e estatutos partidários. Imprudência seria eufemismo.
Uma questão que pode ser judicializada empurrando a candidatura de Laurez para o limbo.
Do ponto de vista aritmético, ademais, a disputa se dá por votos dentro do próprio PSD para Senado.
Na chapa majoritária vence aquele que tem mais votos. Não há votos de legenda. Ou seja, Irajá estaria favorecendo a divisão de votos de Irajá.
Indicando querer mostrar, no popular: quem manda aqui ainda sou eu.
Conclusão: Irajá imagina que só se reelege se apartar-se de Laurez.



