Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Se reivindicação de governadores para incluir na Reforma os passivos de suas Previdências, Carlesse se livra de um abacaxi. Nova reunião no DF está marcada para esta 3ª

luizarmandocosta 09/06/2019 611 visualizações

Os governadores dos Estados se mobilizando para novo encontro amanhã em Brasília (DF). A idéia é pressionar deputados e senadores para que incluam na Reforma da Previdências também os regimes próprios de Previdência estaduais (por aqui o Igeprev).

Mauro Carlesse tem participado do grupo de 25 governadores que pleiteia a inclusão (foi signatário daquela carta na semana passada). O relator da reforma esteve no final de semana com a equipe econômica e vai encontrar-se com os governadores na terça. Sinaliza incluir suas reivindicações no projeto.

A reivindicação, entretanto, encontra resistência no Congresso. Vai dividir com o contribuinte o passivo da farra fiscal dos Executivos estaduais. No Estado, por exemplo, o Igeprev tem um passivo atuarial da ordem de R$ 31 bilhões (praticamente o valor do PIB do Estado).

Há um déficit mensal estimado em R$ 20 milhões entre as contribuições (patronal e do servidor) e o que gasta com o pagamento de aposentadorias e pensões. E,mesmo assim, o governo não as recolhe aos cofres do fundo, obrigando-o a sacar os recursos nas aplicações bancárias dos ativos.

Os governos (não só este) não atacam o problema que é talvez o maior gargalo fiscal do Estado. Os servidores contribuem com 11% (PMs com 12%) e o Estado, a partir de 2017, contribui com 20,20% sobre  a mesma base de cálculo (salários, indenizações e outros rendimentos dos ativos). Aposentam-se com os salários da ativa e passam a contribuir apenas sobre o excedente ao valor máximo do INSS.

E por que não o combatem? Ora, deputados e governo são reféns dos 35 mil servidores efetivos que se transformam em cabos eleitorais a cada dois anos.Não tem a mínima intenção de aumentar alíquota de contribuição  ou reduzir benefícios.

Afinal, se o Igeprev falir, a responsabilidade de pagar aposentadores e pensões é do governo, conforme a lei dos RPPS. O governo vai buscar essa grana no pote de ouro do bolso do contribuinte. Entra governo e sai governo e a situação piora.

O governo federal já descobriu que os governos estaduais tem que fechar esta conta. Mas o governadores (que criaram o problema) querem dividir com todo mundo sem praticar o ajuste em seus gastos. Os governadores também sabem disso mas não querem enfrentar nem o problema nem o roncar das urnas em seu desfavor.

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