Os estragos criados pela estratégia de Wanderlei Barbosa no seu próprio grupo vão se multiplicando como ratos de porão.
O vídeo de Antônio Rueda (presidente nacional do UB) e Ciro Nogueira (presidente nacional do PP) garantindo a candidatura de Carlos Gaguim (UB) ao Senado é inclassificável.
Extrapola os limites da decência política e partidária regional, o intervencionismo caricatural.
E estabelece Wanderlei como adversário pela escolha de Eli.
Mutatis mutandis, por lógica, transforma o governador em adversário de sua candidata ao governo, que é do UB/PP (Federação).
Por outro lado, ou Gaguim não teria confiança na força política de Dorinha ou desconfiaria da intenção de Wanderlei que o fizesse necessitar de ações externas e extremas como a imposição nacional.
Como é óbvio, estas coisas não são feitas sem combinação, assim, do nada, num fiat lux.
E que, politicamente, não comportaria dúvida alguma: Wanderlei quer uma das vagas de senador para o Republicanos. E é o UB que tem dois nomes na chapa: Dorinha e Gaguim.
E só tem duas vagas em disputa. A disputa agora diz muito do equivoco estratégico. Wanderlei poderia desde antes impor aquilo que tenta forçar agora. Ou negociar posições.
Mas preferiu o "sambarilove" das redes sociais, confundindo aprovação popular com força política. Poderia passar os olhos sobre a história de Janio Quadros.
Defender que a situação é apenas um confronto democrático de idéias é um eufemismo barato. É um cabo de guerra mesmo.
O problema é a hora e a forma que levou muitos aliados a buscarem lugar que considerava mais seguro.
E aí a sangria palaciana. Não há tergiversação que o encubra.
E remete a deduções subsequentes e consequentes:
1º - A chapa de Dorinha Seabra (com UB/PP/PL) não seria construída pelas forças políticas estaduais e nem os contemplaria na representação política e eleitoral.
2º - O grupo detentor da força política desautorizaria publicamente o governador Wanderlei Barbosa na sua pretensão extemporânea (e sem debate algum) de candidatura de Eli Borges ao Senado.
3º - O Republicanos – cujo presidente regional é o governador – estaria fora da majoritária.
4º - E pode piorar: os formuladores políticos do grupo, não é implausível, podem tentar defender este paradoxo como instrumento de análise para a linguagem e meio de síntese para os acontecimentos.
A razão seria outra coisa.
O Estado sendo comandado por dois “zé ruelas” - um piauiense e outro pernambucano - investigados em dezenas de desvios de recursos públicos e denúncia de envolvimento com o PCC.
No último, enfiaram o pé na jaca com o Banco Master e Daniel Vorcaro.
Com o eleitor do Estado, espera-se que passe pelo menos um pouco de "cuspe".
Ah! A irmã do Rueda é a suplente anunciada de Carlos Gaguim.


