Sexta-feira, 11 de Set de 2026

Renúncias fiscais de R$ 6,5 bilhões a empresários são o dobro das emendas pagas de 2023 a 2026. E maiores que as transferências do Executivo a municípios no período!! Sócios da coisa pública! E candidatos prometem mais!

11/09/2026 37 visualizações

A três semanas das eleições, os candidatos intensificam a divulgação dos benefícios que, a seu ver, irão transformar o Estado.

Desde a percepção do francês Benjamin Constant (Príncípios de Política Aplicáveis a Todos os Governos/1.815) os empresários são sócios dos governos.

Mas nas campanhas (e fora delas) omitem, de público, que isto subordinasse qualquer benefício que tencionassem verdadeiramente entregar à população.

É um movimento que já insinua querer driblar a reforma tributária (IVA/CBS) que limitou as renúncias fiscais.

Estados não poderão mais simplesmente entregar imposto com a falácia de atrair empresários e empregos.

No Estado não poderia ser diferente. Publiquei ontem que o agro teria deixado de pagar R$ 2,9 bilhões de impostos (renúncias fiscais) em 42 meses no Estado e os candidatos propunham mais ainda, o boi berrou.

Os empresários (todos os segmentos) deixaram de pagar R$ 6,54 bilhões de impostos no período (2023/2025).

E o contribuinte pagou R$ 21 bilhões. Destes, R$ 5,9 bilhões na bomba de gasolina. Se o empresários passasse na porta da Secretaria da Indústria e Comércio, era puxado pelo braço.

No período, o agro exportou R$ 55 bilhões e o valor bruto da produção de janeiro julho já era de R$ 22 bilhões.No ano passado (todo o ano) o VBP foi de R$ 20 bilhões. O VBP é o faturamento bruto da produção.

Para se ter uma idéia do absurdo fiscal: as renúncias de R$ 6,4 bilhões em três anos e meio representam o dobro dos R$ 2,4 bilhões das emendas de bancada e individuais internadas no Estado pelos congressistas de 2023 a 2026.

Justapondo os R$ 2,9 bilhões de benefícios do agro, tem-se o desequilíbrio. E que se mostra mais incompreensível ainda nas transferências municipais.

O governo transferiu a municípios (IPVA/ICMS/IPI) a soma de R$ 6,2 bilhões de 2023 a 2026.  Uma quantia menor do que os R$ 6,4 bilhões de renúncias.

Qual seria o contingente e onde estaria o necessários para a classe política que reivindica novos mandatos daqui a menos de mês?

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