As movimentações do carnaval acirraram a disputa de posições na sucessão estadual.
Na folia, correu como fogo de monturo que Laurez estaria propenso a só disputar o governo se Wanderlei renunciasse.
Não é a primeira ilação do gênero. Laurez não necessita da renúncia de Wanderlei para disputar o governo ou qualquer outro cargo.
E Wanderlei tem dito, dia sim e outro também, que não renunciará. A ver.
Como Laurez nega peremptoriamente a especulação, ela, no que dissemina, estaria a favor de seus adversários, impondo-lhe fragilidade política.
Na dúvida, insegurança e imposição de condições, o eleitor pode debandar.
E, claro, levando musculatura ao adversário que lhe é declarado: o governador.
Wanderlei, assim, ganharia mais musculatura na proporção das perdas de Laurez.
E só se busca isto, negando a proposição que mantém de não candidatura.
Laurez, no entanto, pode estar perdendo eleitores de oposição para Vicentinho Jr.
Não fora o fator-Mauro Carlesse (projetos e vaidades), poderiam formar um grupo uníssono.
O avanço de Vicentinho, por seu lado, já projeta um debate entre ele e a senadora Dorinha Seabra.
Projetos e trajetórias à parte, se a Senadora não receber um mídia-training de retórica discursiva e oratória, certamente pode vir a ser triturada pela assertividade do discurso do deputado.




