A militância petista mais mercurial tem reagido aos apontamentos das dificuldades do palanque de Lula no Estado este ano.
E que tudo estaria às mil maravilhas com a nomeação da ex-senadora Kátia Abreu para a coordenação da campanha de Lula no Estado.
Kátia é de fato organizada. Coordenou por anos 30% do PIB nacional, foi a relatora da CPMF e do Código Florestal. E ministra da Agricultura do governo do PT.
Foi uma das melhores senadoras no Congresso e nunca foi denunciada por desvios de recursos públicos. Mas sempre foi conservadora.
A militância já engoliu até que Lula, por exemplo, não é comunista, nem marxista, nem leninista. E de fato nunca foi. Não teria razões para não aceitar Kátia Agora como não tinha antes.
Paulo Mourão foi da UDR, Donizetti Nogueira (ex-presidente petista) aliado de velhos políticos de direita goianos.
Kátia é respeitada dentro e fora do país. Mereceria um estudo a rejeição (44% a última em junho) que parcela dos eleitores lhe dedica no Estado. Sem correspondência com seu trabalho.
Inclusive de petistas renomados que, mesmo ministra, fincaram cruzes com seu nome em manifestos na Avenida JK. E a tratavam-na como rainha da motosserra. Muitos destes rostos estão nas fotografias de hoje.
O PT regional hoje é comandado no Estado pelo PT de Lula (Construíndo um Novo Brasil). É mais pragmático. E mais inteligente, portanto.
Mas há três outras tendências internas. Uma delas comandou o partido até o ano passado.
Uma tendência contrária a CNB mas que nos últimos anos foi escandalosamente governista. E de direita. Era um puxadinho do Palácio Araguaia.
Tudo isto aí é fato.
Como é real o conflito público entre o pré-candidato ao governo, Laurez Moreira (que encabeçará o palanque de Lula), e o senador Irajá Abreu (PSD), filho da ex-senadora Kátia Abreu.
Agora encorpado pelo pré-candidato ao Senado do PT, ex-candidato ao governo petista, Paulo Mourão que anda pelo Estado desde a última eleição.
São desavenças que ganharam o plano pessoal por muito claros como incompatíveis os interesses. E que pode não ser entendido pelo eleitor.
O PT nunca perdeu para presidente no Estado. Até o então desconhecido Fernando Haddad bateu Jair Bolsonaro por aqui.
Mas a última pesquisa no Tocantins (Real Big Data/19 de junho de 2026/registrada BR-06685/2026) mostrava empate com Flávio no 1º turno e derrota no 2º turno no Tocantins.
São fatos, números e circunstâncias.




