O racha no grupo político governista é resultado da política centrista e centralizadora de Wanderlei Barbosa.
Não pelo exercício de ser centrista e centralizador (de centro politicamente e centralizador de poder) mas por exercê-lo sem um planejamento político sistêmico. Só na base da intuição.
Em 38 anos de Estado é, com efeito, o primeiro governador com grande aprovação popular e um governo acima da média (do ponto de vista fiscal) que não comanda sua própria sucessão.
A heterogenia da aliança a que foi forçado a compor como que antecipa o futuro de seu projeto político. Aprovação popular não é voto e subordinação circunstancial não significa apoio. E ficará dois anos, pelo menos, sem mandato.
Nada mais eloquente que as declarações de Amélio Cayres (que foi seu amigo no governo e no impeachment) de que continuará seu amigo, mas sugerindo que irá trabalhar para derrotá-lo com novos amigos.
Como já o faz com Vicentinho e Alexandre Guimarães. Outros ex-amigos com o próprio Laurez Moreira.
Obviamente que o governismo dividido, ganha a oposição. Laurez Moreira e Vicentinho Jr já estão atrás dos trânsfugas.
Alguns ainda espantados com a reação de Wanderlei na última quinta.
Que como o próprio confessou: deu uma derrapada. Quando, para muitos, teria capotado.



