Domingo, 29 de Mar de 2026

Palácio ressente o centrismo centralizador e não sistêmico do Republicanos. É a 1ª vez que um governo popular e administrativamente acima da média não comanda a própria sucessão. É a disputa entre intuição X raciocínio

29/03/2026 218 visualizações

O racha no grupo político governista é resultado da política centrista e centralizadora de Wanderlei Barbosa.

Não pelo exercício de ser centrista e centralizador (de centro politicamente e centralizador de poder) mas por exercê-lo  sem um planejamento político sistêmico. Só na base da intuição.

Em 38 anos de Estado é, com efeito, o primeiro governador com grande aprovação popular e um governo acima da média (do ponto de vista fiscal) que não comanda sua própria sucessão.

A heterogenia da aliança a que foi forçado a compor como que antecipa o futuro de seu projeto político. Aprovação popular não é voto e subordinação circunstancial não significa apoio. E ficará dois anos, pelo menos, sem mandato.

Nada mais eloquente que as declarações de Amélio Cayres (que foi seu amigo no governo e no impeachment) de que continuará seu amigo, mas sugerindo que irá trabalhar para derrotá-lo com novos amigos.

Como já o faz com Vicentinho e Alexandre Guimarães. Outros ex-amigos com o próprio Laurez Moreira.

Obviamente que o governismo dividido, ganha a oposição. Laurez Moreira e Vicentinho Jr já estão atrás dos trânsfugas.

Alguns ainda espantados com a reação de Wanderlei na última quinta.

Que como o próprio confessou: deu uma derrapada. Quando, para muitos, teria capotado.

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