Campanha eleitoral é um aprendizado.
Na tarde de ontem divulgou-se que havia sido consolidada uma chapa do PT no Estado com a ex-senadora Kátia Abreu para governo e o ex-deputado Paulo Mourão ao Senado.
Chapa cravada pelo “segundo fontes” sediados em Brasília.
A informação foi negada de pronto pela ex-senadora que encontra-se em Lisboa (Portugal), a 7 mil quilômetros de distância das “fontes” de Brasília (DF).
“Se quiseram lacrar, lacraram errado e sequer confirmaram comigo”, disse Kátia.
Decorridas menos de 12 horas da negação de Kátia (uma noite) o ex-deputado Paulo Mourão - aquele que seria o Senador na chapa cravada - vem a público no mesmo espaço dizer que a chapa ainda dependeria do PT nacional.
Cuidando de não negar nem confirmar o “prego batido” e ponta virada, sem prego e nem ponta.
Da chapa, claro. Mas descobrindo uma ponta enorme da suposta origem, primariedade e primitivismo da lacração.
Isto porque pelas próprias declarações de Paulo a chapa existiria, é possível deduzir, do texto e contexto da situação, faltando confirmação do PT nacional.
Ele poderia simplesmente dizer: olha, não tenho conhecimento oficial, mas se a Kátia negou e eu não sei da chapa, a informação não procede!!
Mas Paulo preferiu o mais difícil e dúbio.
Como é obvio, não confirmar e não negar faz preponderar a dúvida afirmativa: confirmação.
Ainda mais tendo-se declaração como posterior a uma negação anterior de uma das partes que negou categoricamente o tal fato.
Um movimento que mais prejudica que favorece o PT.
E se isto ocorre, beneficiaria os demais candidatos. Ou seja, o PT estaria sendo, novamente, usado.



