Segunda-feira, 31 de Ago de 2026

Manobras orçamentárias devem fazer Governo fechar 2º quadrimestre que encerra nesta segunda ainda cumprindo LRF, com superávit, maior Capag, mas acima do limite prudencial com salários.Ativo de Wanderlei!

31/08/2026 52 visualizações

O governo fecha nesta segunda o segundo quadrimestre orçamentário. Tem agora até 30 de setembro (quatro dias antes das eleições) para publicar o Relatório de Gestão Fiscal.

O contingenciamento determinado na semana passada e a suplementação orçamentária (abriu crédito adicional) de R$ 2,6 bilhões - que elevou a previsão orçamentária de R$ 19,5 bilhões para R$ 22,1 bilhões - pode resultar em superávit.

Isto se o financeiro seguir o orçamentário ou vice-versa. Caso contrário, um grande balão programado para estourar no próximo governo.

O governo alterou (comparativo de julho/26, publicado em 24/ago/26) o orçamento de despesas de R$ 19.585.004.329,00 (LOA) para R$ 22.359.040.288,93. E elevou a previsão de receita bruta de R$ 24.215.580.306,00 para R$ 26.810.099.503,22. Informação apontada por este blog  na semana passada.

O governo contabilizou como receita a renegociação de financiamentos (sem dinheiro novo) e aumentou a previsão de receitas ordinárias, alterando a proporcionalidade receita/despesa, que seguia para deficitária.

Isto eleva a liquidez e aumenta a capacidade de pagamento. Ou: Wanderlei segue para melhorar a Capag, hoje na letra B+. Pelo menos contabilmente.

De janeiro a junho, considerado o orçamento inicial anual de R$ 19,5 bilhões, o governo fez despesas de R$ 11,2 bilhões (execução orçamentária) no semestre.

Isto levaria a um déficit de R$ 1,4 bilhões no semestre pois o governo teria comprometido 57,4% na metade do orçamento (teria apenas R$ 9,75 bilhões no semestre nos 50% do exercício).

Os créditos adicionais, elevaram a previsão para R$ 11,1 bilhões no período (R$ 22,1 bilhões no ano. Como o governo arrecadou de janeiro a junho R$ 11,5 bilhões, o déficit pode virar superávit, subtraindo as despesas empenhadas. A  manobra cria a janela para o déficit transformar-se em superávit.

Há, entretanto, riscos. As despesas, especialmente de pessoal, por exemplo, devem fechar o segundo quadrimestre na faixa dos 48%. Muito acima do limite prudencial (46,55%).

Isto porque o governo gastou de janeiro a junho o equivalente a R$ 6,09 bilhões que projeta no final do exercício uma despesa acima dos R$ 12 bilhões previstos no orçamento.

Maior ainda que os 44,68% com que fechou o primeiro quadrimestre do ano. Um crescimento de  despesas com salários de 9% em apenas quatro meses.

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