Quarta-feira, 7 de Out de 2026

Líder de Flávio ameaça STF e imprensa retira da pauta doação de R$ 5 milhões dos EUA a extremistas de direita na campanha. Terras raras dos quilombolas do Jalapão na iminência de reviver danos dos anos 60 como efeito da tal cegueira democrática em curso

07/10/2026 323 visualizações

Não demorou cinco dias e o US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) destinados por Donald Trump a extremistas de direita brasileira (favorecendo Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral) já ficou para trás.

Como também parece ter perecido no consciente popular a taxação de 37% aos produtos brasileiros, as retaliações a autoridades brasileiras e chantagem pela anistia a Jair Bolsonaro.

A Bolsa de Valores, os mercados e o dólar despencando para cima. Um monte de investidores ganhando sobre as expectativas que eles próprios criam. Ser der Lula, será assim. Se Flávio, assado.

Mas como não colocam dinheiro do bolso nos investimentos privados, aspiram duas coisas: dinheiro público da poupança dos demais e com juros de menos.

Lula já disse (equivocadamente) que esforço fiscal não enche barriga. Não está de todo errado no mérito.

Mas também não se enche o bucho indefinidamente sem um programa sistêmico e metódico de administrar receitas e despesas.

Daí que a direita poderia abrir mão dos R$ 500 bilhões de impostos que deixam de pagar por ano (2025) pelas bondades das renúncias fiscais que não atingem o povão nem o preço da comida.

O alardeado Ibovespa acumulou rentabilidade (alta) de 69,9% no governo Lula. E de apenas 24,86% em Jair Bolsonaro.

A intervenção dos EUA nas eleições no Brasil é gravíssima. Com efeito, já não são, como se comprova, apenas intenções e bravatas de um totalitário que toca fogo no mundo.

Uma extrema direita que conseguiu, com o bolsonarismo, que 56 milhões de eleitores (47,03%) no 1º turno aceitassem-no como simples expressão de “escolha democrática”.

É falso que a direita queira tão somente derrotar a esquerda. Retirar o PT do governo. Se somente assim o fosse, exerceria um direito, desde que nos limites da lei.

A direita civilizada e que respeita as regras tem projetos legítimos que se opõem aos projeto da esquerda. Não há socialismo nem capitalismo democrático. É, paradoxalmente, do jogo, respeitadas a regras.

Fernando Collor o fez. Deixou o governo por outros motivos, mas não propôs um golpe nas instituições. Pelo contrário. Está em prisão domiciliar, como Jair Bolsonaro.

Lula amargou cana um ano e sete meses e não reivindicou anistia nem o exército ideológico de esquerda para combater as instituições. Exerceu seu direito ao processo.

Mas essa direita por sua própria retórica e projetos diz, antecipadamente, que irá, com a maioria no Congresso, modificar a Constituição para anistiar presos condenados pelo STF. E afastar ministros da Suprema Corte.

Flávio hoje adere aos EUA com mais vigor do que os governos militares arrastaram o traseiro para John Kennedy na década de 60.

Kennedy – que reunia prostitutas  na piscina da Casa Branca – determinou à CIA o assassinato de Fidel Castro.

E na região do então Norte de Goiás (hoje Tocantins) os EUA, por anos a fio, apropriaram-se de milhares de toneladas de areia monazídica no Jalapão.

O principal elemento das terras raras que hoje busca no país, com o apoio da extrema direita, o mandatário norte-americano.

Hoje curraleiros e imigrantes no Estado associam-se à nova Aliança para o Progresso entre Flávio e Trump.

Falta só o leite em bolotas que os EUA entregavam aos quilombolas do Tocantins em troca de urânio, dizendo-se combater a fome contra os "comunistas" brasileiros.

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