Diz-se que o espírito livre pode um dia tornar-se maduro e doce até a perfeição.
O vice-governador Laurez Moreira produziu o inverso em menos de dois dias.
Na quarta era um espírito maduro, resignado até, diante da mudança da sede da vice-governadoria.
Elevando o conceito de institucionalidade e entendimento.
Na quinta regrediu a espírito livre. E não resistiu a prato eleitoral servido.
Aceitou dar uma entrevista a uma emissora de televisão dentro do Palácio Araguaia sobre o episódio.
Ficou ali por quase duas horas, entrou no gabinete, fez imagens com seu séquito.
E, livre como um pássaro, passou recibo da premissa de Wanderlei de que o Palácio lhe estivesse de portas abertas.
Negando as manifestações de guerra que o fato, racionalmente, levantara.
Ou seja: a ação de Wanderlei teria sido má não por seus motivos, mas pelas consequências úteis ao vice.
E aí, na verdade, seria-lhe, transversalmente boa.
Ainda que os gestos contrariassem as intenções.


