A ação arbitrária de Donald Trump na Venezuela é grave e viola a soberania do povo venezuelano.
Nicolas Maduro é um ditador. Ponto. Mas os EUA não são o xerife do mundo, como Trump quis fazer com o Brasil.
O regime na Venezuela cabe ao povo venezuelano decidir. E não a Donald Trump.
Há poucas dúvidas que a crise criada por Trump tenha fundo financeiro: apropriar-se das reservas de petróleo da Venezuela.
Não rechaçar a intervenção de Trump em Caracas é dar ao ditador norte-americano janela para outras ações do gênero na América Latina. Inclusive no Brasil.
O Norte de Goiás, hoje Tocantins, viu bem isto na década de 60: uma ação imperial norte-americana.
Os EUA deixavam aqui o leite Aliança para o Progresso (de um programa criado por JFK para frear o socialismo na AL).
Baixava grandes helicópteros no sertão e decolavam cheios de areia.Sem qualquer fiscalização estadual ou federal no governo militar.
E em troca levavam areia monasídica do Jalapão.
A areia é formada de elementos químicos raros, como o cério, o lantânio, o neodomínio, o urânio, o samário, o cério, o fósforo, o ferro e o tório.
Hoje a última Coca-Cola do deserto do planeta.
Já naquela época os EUA saqueavam as riquezas (minerais raros que tem também na Venezuela) de outras nações.
Hoje o mundo disputa minerais raros. E não se vê proteção ao Jalapão.


