A pesquisa Lucro Ativo (Registro TRE Nº 02251/2026) – divulgada em primeira mão na manhã de ontem por este blog – revela a divergência de conceito sobre o deputado Carlos Gaguim (UB) propalado pela classe política e aquele apreendido pela população.
Foram pesquisados 1.600 eleitores, divididos por classe social, escolaridade, idade e sexo, de forma presencial, em todo o Estado.
Os índices são circunstanciais. Mas apontam um pano de fundo. Os 28,25% de Gaguim na estimulada para o Senado (só menor que Eduardo Gomes/37,13%) e 17,44% na espontânea (atrás só de Wanderlei/22% e Eduardo Gomes/20,31%) não são irrelevantes.
E quando se indaga aquele que seria o segundo senador do eleitor, Gaguim sai na frente disparado:33,8%. Ganha até de Eduardo Gomes (30,63%) e 1,81% de Irajá Abreu.
São duas vagas em disputa (Eduardo Gomes/Irajá Abreu). E há dois senadores candidatos à reeleição.
A diferença para o terceiro (Alexandre Guimarães/8,44%), Vicentinho Jr (7,44%) e Irajá Abreu (1,81%) é extraordinária. Pode mudar até outubro, mas é uma percepção e tanto.
Na estimulada, Carlos Gaguim (28,25%) tem quatro vezes mais intenções de votos que Alexandre Guimarães/MDB (7%), nove vezes mais que Vicentinho Jr/PP (3,19%) e 13 vezes mais que Irajá Abreu/PSD (2,19%). Os percentuais se assemelham na espontânea.
Os números estão a gritar que, se no meio político Carlos Gaguim é certo modo tratado de forma pejorativa, na casa do eleitor seria diferente.
E não é de hoje essa percepção. Em 2010, com um ano de governo interino tão acelerado quanto desorganizado, Carlos Gaguim, não fosse o Ibope (e a aquela conexão com uma investigação do MP/SP em que era apenas citado e não investigado), por pouco não derrotou Siqueira Campos, Kátia Abreu, Vicentinho Alves e João Ribeiro.
Perdeu para Siqueira no primeiro turno com 49,48% dos votos contra 50,52% dados ao então candidato do PSDB. Uma diferença de apenas sete mil votos.
Siqueira obteve 349 mil e 592 votos e Carlos Gaguim arrebanhou 342 mil e 429 sufrágios nas urnas.

