Os próximos dias serão decisivos para uma candidatura do deputado Vicentinho Jr ao governo. E a direção política do PSDB do Estado nas eleições.
O deputado enfrenta, no PP, o isolamento imposto publicamente pela direção do UB regional. Mesmo após os dois partidos oficializarem uma Federação.
E busca um legenda. Na quarta-feira passada, o ex-senador Vicentinho Alves (pai) intercedeu junto ao ex-governador goiano e ex-presidente do PSDB nacional, Marconi Perillo.
Na sexta, Marconi recebeu o pré-candidato ao governo do PSD, Laurez Moreira, para almoço. A Laurez interessaria também compor chapa com o PSDB.
Poderia levar junto o ex-deputado Paulo Mourão (PT) para o PSDB.
O ex-candidato ao governo petista - potencial candidato ao Senado - não teria, por outro lado, igual abertura com Vicentinho Jr dirigindo o ninho tucano.
Além das divergências paroquiais (Porto Nacional), Vicentinho - contrário do pai que é liberal - tem se aliado ao bolsonarismo radical em temas sensíveis ao PSDB e ao PT.
E faz questão de demonstrá-lo. Uma cunha que dá trabalho retirar do horizonte das negociações.
Cínthia Ribeiro (presidente estadual do PSDB) está desde a semana passada em Brasília (DF).
E até ontem não havia acertado com a direção nacional qualquer alteração de curso na estratégia eleitoral do PSDB regional que já se ocupa das nominatas.
Apesar de ter mantido encontro sobre o assunto com o próprio Vicentinho Jr (Palmas) e conversado por telefone com Aécio Neves e Marconi Perillo, nada havia sido definido até ontem. Conversas superficiais sem termos conclusivos, como apurou o blog.
Cínthia tem agenda prevista para amanhã, terça-feira, com o presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves em Brasília (DF).
Aécio e Marconi Perillo tem ligação muito próxima com o ex-senador Vicentinho Alves. Uma relação de respeito e amizade até, desde os tempos do Senado quando Vicentinho ocupou cargos de destaque na mesa diretora.
A pauta – que inicialmente seria administrativa do PSDB Mulher Nacional que a ex-prefeita preside – pode migrar para uma eventual filiação de Vicentinho Jr ao partido.
Especulada mudança de agenda que até domingo era desconhecida da maioria dos tucanos do Estado.
No PSDB regional,com efeito, há desconforto com a forma empreendida por Vicentinho Jr. que exige a presidência do partido pela filiação e candidatura.
Uma posição lógica, mas carente de convencimento daqueles que abririam mão de um direito e entregá-lo a outro, para atender uma vontade unilateral e externa.
Mesmo que tranquilize Cínthia com posições na chapa que ainda não lhe pertenceriam, o grupo da ex-prefeita tem raciocinado diferente sobre o fato.
Situação em que o "la garantia soy you" não se mostraria suficiente.
Há nominatas (candidaturas), por exemplo, do PP e do PSDB e o deputado não carregaria fundo eleitoral nem tempo de propaganda.
Os tucanos necessitam eleger federais para não serem rebaixados na cláusula de barreira. Mais votos e não dividir o balaio.
De abril a julho (convenções), seriam quatro meses em que Cínthia (fora da presidência tucana) estaria supostamente subordinada à vontade política do novo presidente, Vicentinho Jr.
Na presidência, ele teria a prerrogativa legal de aprovar ou não uma candidatura de Cinthia, Eduardo Mantoan ou qualquer outro.
Caberia, portanto, ao deputado convencer os tucanos de suas intenções.
Há, no partido, como revelaram tucanos ao blog, abertura para a filiação e candidatura.
Desde que a presidência continue com Cínthia que foi eleita presidente do Diretório (não é Comissão Provisória).
E ainda: que o candidato se disponha a conversar ou até mesmo participar de uma prévia eleitoral no partido.
Vicentinho, portanto, tem a faca e o queijo nas mãos. O resultado depende de como fará uso da faca.

