Quinta-feira, 15 de Jan de 2026

Indecente comércio na saúde que faz médicos e hospitais transformarem pacientes em consumidores e clientes. Não largam o osso, mas não atendem para pressionar pagamentos do Servir. E dão descontos no privado!!

15/01/2026 112 visualizações

Uma leitora/paciente de Gurupi relata ao blog:

  1.  É paciente antiga de um cardiologista que acompanha seu tratamento em Palmas.
  2. Há três meses conseguiu agendar consulta para esta semana pelo Plano Servir.
  3. Já na Capital para atendimento, um dia antes da consulta, fora informada que a consulta teria sido cancelada. Motivo: atraso do pagamento pelo Servir.
  4. Mas que, como ela era do Servir, o médico daria desconto na consulta particular que ficaria em R$ 400,00.

Como exposto, a relação de médico/hospitais não é mais de profissional/paciente. Mas de empresário/cliente/consumidor.

O  médico (como a grande maioria) fez o convênio com o plano, ganhou e aumentou clientela, e agora faz uso da captação do cliente que capturou em vacas magras.

No financeiro, o Plano Servir pagou a hospitais e profissionais em dezembro a soma de R$ 83 milhões. Destes, R$ 50 milhões só a hospitais.

A rigor por consultas de 20 minutos e exames no próprio hospital que consulta, diagnostica, interna quando não enterra.

São 80 mil usuários do plano Servir no Estado.

Cobrar consulta de conveniado é um crime. Mas  é recorrente como se fora um copo de água.

 Se o médico vê que o contratante (plano) não paga em dias, o hospital/médico tem a opção decente de romper unilateralmente o contrato.

Os recursos do plano, 50% são públicos (bancados pelo governo).

O governo, no ano passado, aportou R$ 30 milhões mensais a mais para pagamento destes hospitais e médicos, dada a insuficiência da arrecadação do plano.

Mas médicos e hospitais não largam o osso. Fazem uso de pressão (não atendimento) para apressar pagamentos que necessitam ser auditados. Há as glosas que ojerizam.

Exemplo: se você estiver numa UTI e necessitar de fraudas, se o paciente faz uso de uma em um pacote, a contabilidade registra o pacote inteiro como saída.

Há anos atrás, um hospital que tentou fazer uso político dos pacientes, quase quebrou quando deixou de atender pelo plano.

Mas foi mais decente que a maioria que hoje faz uso do funcionário/paciente como bucha de canhão para aumentar os seus lucros já estratosféricos.

Se a leitora cardíaca vir a óbito, os médicos/hospitais dirão que não tem nada com isto.

Não pagou, morreu. Lembram-se dos cheques de caução que exigiam para atendimento?

 

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