Interlocutores do Palácio Araguaia (a valer o segundo fontes do portal goiano Opção) agora teriam criado uma nova invenção: na ausência do gestor (ou funcionário) por mais de 30 dias, demite-se o espaço.
Escreve o portal goiano:
“Interlocutores do Palácio Araguaia informaram ao Jornal Opção Tocantins que a retirada do gabinete do vice-governador Laurez Moreira (PSD) da sede do Poder Executivo estadual teria sido motivada pela ausência do gestor no espaço por mais de 30 dias.”
Isto mesmo, sem mais nem menos, nem mais nem menos.
No título da reportagem, pior ainda:"Ausência por mais de 30 dias teria motivado retirada de gabinete de Laurez do Palácio".
Ou seja, o gabinete teria ficado ausente por mais de 30 dias. Demitido!!! Só a meta-física para explicar.
Uma confusão entre nome e complemento nominal que modifica o sujeito do verbo.
É a justificativa (do governo segundo o Opção relata) para despachar a vice-governadoria do Palácio para uma salinha anexa à Secretaria de Igualdade Racial. A mais de 1 km de onde deveria estar.
Obviamente que apontar absenteísmo do vice Laurez (além de leviano) é mais difícil do que no próprio governador conformada a sua agenda extra-palaciana. Ambos tem também agenda política. São cargos tais.
E absenteísmo de espaço, pior ainda. Ademais, governador não pode demitir vice. Daí o sentido da falta de sentido da demissão do espaço com o enxotamento do cargo.
Depois reclamam porque o Tocantins vira piada nacional.


