Sábado, 11 de Abr de 2026

Governo vai ter que rebolar para bancar a subvenção de R$ 60 milhões mensais do díesel, suportar o reajuste dos preços dos prestadores e fornecedores do serviço público e ainda manter o desempenho fiscal

11/04/2026 55 visualizações

A Secretaria da Fazenda deve ter na próxima segunda-feira a meta de ICMS do mês.

O atraso – como apurou o blog – diria respeito a necessidade de cálculos após decisão de acompanhar o governo federal na subvenção aos importadores de diesel.

Há tese técnicas de que o governo não perderá porque a arrecadação continuará sobre o consumo.

E é verdade. Só que o governo terá que pagar R$ 0,60 por litro de diesel importado.

Significa – conforme o Comsefaz – um gasto mensal no Tocantins de R$ 60 milhões que o Executivo terá que retirar de algum lugar.

Esse valor aí representa o equivalente a 40% da arrecadação mensal de ICMS dos combustíveis. E cerca de 15% de todo o ICMS.

O ICMS é responsável por cerca de 45% dos recursos ordinários (próprios) do governo do Estado.

Obviamente a subvenção não reduzirá o preço do combustível nem dos alimentos. Espera-se que estanque a subida.

Assim como é óbvio que prestadores e fornecedores do serviço público farão a correção do preço daquilo que entregam ao governo (o transporte escolar, por exemplo).

De outro modo: o governo (contribuinte) não pagará apenas a subvenção.

É aquela história: quem tem, não põe. Quem não tem, não tira.

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