Sexta-feira, 24 de Abr de 2026

Governo faz bem à economia e aos servidores antecipar salários. O problema está no crescimento das despesas de pessoal inversamente proporcional à queda das receitas estaduais. Pode, sim, ter problemas a médio prazo

24/04/2026 180 visualizações

As dificuldades para o governo pagar salários em médio prazo assustam os servidores.

Mas é um dado real na equação.

O Executivo antecipou para sábado (25) os vencimentos de abril.

A medida mantida por Wanderlei Barbosa exige sacrifícios (fiscais e financeiros).

Ele só fecha a arrecadação de receitas a cada final de mês. A antecipação intercepta o planejamento.

Primero paga salários. O resto fica para depois ou faz um vale.

Se não entrar financeiro, vai-se levando.

Inclusive as contribuições sociais (35% da despesa bruta de pessoal). Dados de 2025.

É uma decisão eminentemente política. Mas legítima.

Igual expediente não pode ser aplicado na relação receita/despesa para a antecipação.

A folha líquida de abril (a ser liberada no sábado) é anunciada (Secretaria da Fazenda) em R$ 331,8 milhões.

Ela é 10,37% superior aos R$ 300,6 milhões da folha líquida paga em janeiro (R$ 31 milhões a mais).

O acréscimo nos salários em três meses é maior que o orçamento de um ano de muitas secretarias.

A inflação de janeiro a março foi de 1,91%. Nos últimos doze meses, de 4,14%.

O  governo justifica com o piso da enfermagem. Mas não é bem assim.

No mês de fevereiro foram R$ 290.856.025,80, março (R$ 310.106.251,90) e abril (R$ 331,8 milhões.

A data-base de maio (4,7%) elevará isto para R$ 347,3 milhões. Ou: um reajuste na folha de 15,5% de janeiro a maio. Sem contabilizar promoções e demais benefícios concedidos.

E as receitas: Bem. A Secretaria da Fazenda publicou que em março/2026 houve uma retração real (crescimento negativo) de 3,14% nas receitas ordinárias (não carimbadas) comparado com março de 2025.

E que, de janeiro a março de 2026 apresentou “uma expansão real de 0,38% em relação ao mesmo período de 2025.” Contra aquele reajuste de R$ 15,5% nos salários.

Os impostos (35% das receitas correntes) seguem, também, viés de queda em 2026: R$ 730.802.45 (janeiro), R$ 637.478.018 (fevereiro), R$ 662.148.57 (março) e o ICMS (74% das receitas tributária) prevê arrecadar R$ 461 milhões em abril

É 12,3 % menor do que a meta de abril de 2025 e que somada a inflação do ano, uma perda prevista de 17,2%

Wanderlei vai ter que se virar nos trinta para poder entregar o governo enxuto.

E salários,, se não antecipados, pelo menos sem atraso.

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