Sábado, 25 de Jul de 2026

Ferramenta digital lançada por Dorinha a duas semanas de entrega do plano de governo diz bem da impulsão horizontal de sua candidatura. Se não convencer Wanderlei a deixar o Catuá, estará sujeita a riscos previsíveis

25/07/2026 122 visualizações

A campanha da senadora Dorinha Seabra (UB/PP/PL/Republicanos) agora vai.

Lançou ontem o Tô Na Escuta. Uma ferramenta digital para que a população construa seu plano de governo.

Da ação decorre uma meta desafiadora e uma constatação impressionante.

A Senadora, candidata ao governo, teria duas semanas para elaborar seu plano.

Ainda que não cobrada pela Justiça Eleitoral do governador eleito sua execução, é uma obrigação legal do candidato apresentá-lo no registro de candidatura.

Prazo final: 15 de agosto. Um desafio.

Há cerca de dois anos a Senadora é pré-candidata, há mais de um ano está efetivamente nas ruas pedindo apoios e votos.

Só agora, a duas semanas do prazo, decidiu auscultar, de fato, o que respira o povão. E aí o planejamento.

Um plano, obiviamente, é, na prática, nada mais que algumas quatro ou cinco folhas (páginas) de intenção para os candidatos.

Não deveria sê-lo, dada sua importância para o cidadão.

Mas Dorinha decidiu chegar, mesmo atrasada, sujeitando-se ao raciocínio de que antes não escutara a população para motivá-la a ser candidata e atender-lhe as necessidades.

A dois meses e dez dias das eleições, assim, não saberia o que vai na cabeça do eleitor nas cidades. Negando seu próprio discurso até aqui assertivo em larga medida nas escolhas.

É claro que o Tô Na Escuta seria tão somente uma estratégia (peça) do marketing para dar impulsão horizontal à campanha quando ela claramente aparenta repouso.

Uma coisa depois da outra, justamente por causa dela. Muito claro.

Campanha que se mantém refém das tratativas entre Dorinha e Wanderlei que continuam no Catuá.

E ainda se “pirulitando” com cinco pré-candidatos ao Senado e nenhum candidato a vice-governador a uma semana das convenções.

Contrariando as necessidades do calendário eleitoral para dar à candidatura musculação competitiva pelos votos do eleitor.

Enquanto isto, Vicentinho Jr, Amélio e Alexandre Guimarães se jogam nos braços do povão pelo interior do Estado.

Dorinha vai ter que convencer Wanderlei a deixar o Catuá sob riscos previsíveis.

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