A campanha da senadora Dorinha Seabra (UB/PP/PL/Republicanos) agora vai.
Lançou ontem o Tô Na Escuta. Uma ferramenta digital para que a população construa seu plano de governo.
Da ação decorre uma meta desafiadora e uma constatação impressionante.
A Senadora, candidata ao governo, teria duas semanas para elaborar seu plano.
Ainda que não cobrada pela Justiça Eleitoral do governador eleito sua execução, é uma obrigação legal do candidato apresentá-lo no registro de candidatura.
Prazo final: 15 de agosto. Um desafio.
Há cerca de dois anos a Senadora é pré-candidata, há mais de um ano está efetivamente nas ruas pedindo apoios e votos.
Só agora, a duas semanas do prazo, decidiu auscultar, de fato, o que respira o povão. E aí o planejamento.
Um plano, obiviamente, é, na prática, nada mais que algumas quatro ou cinco folhas (páginas) de intenção para os candidatos.
Não deveria sê-lo, dada sua importância para o cidadão.
Mas Dorinha decidiu chegar, mesmo atrasada, sujeitando-se ao raciocínio de que antes não escutara a população para motivá-la a ser candidata e atender-lhe as necessidades.
A dois meses e dez dias das eleições, assim, não saberia o que vai na cabeça do eleitor nas cidades. Negando seu próprio discurso até aqui assertivo em larga medida nas escolhas.
É claro que o Tô Na Escuta seria tão somente uma estratégia (peça) do marketing para dar impulsão horizontal à campanha quando ela claramente aparenta repouso.
Uma coisa depois da outra, justamente por causa dela. Muito claro.
Campanha que se mantém refém das tratativas entre Dorinha e Wanderlei que continuam no Catuá.
E ainda se “pirulitando” com cinco pré-candidatos ao Senado e nenhum candidato a vice-governador a uma semana das convenções.
Contrariando as necessidades do calendário eleitoral para dar à candidatura musculação competitiva pelos votos do eleitor.
Enquanto isto, Vicentinho Jr, Amélio e Alexandre Guimarães se jogam nos braços do povão pelo interior do Estado.
Dorinha vai ter que convencer Wanderlei a deixar o Catuá sob riscos previsíveis.



