A exoneração ontem (publicada no Diário Oficial) da auditora Márcia Mantovani, da Secretaria Executiva de Gestão Tributária da Secretaria da Fazenda, atribuída a variações políticas, a confirmarem-se as especulações, inaugura, na administração, a plataforma do ano eleitoral.
Márcia é um dos dois técnicos do governo que mais entendem (estudaram e treinaram para isto) da reforma tributária.
Está há três décadas na Fazenda por concurso público. Dominava praticamente todos os assuntos da Secretaria
E a transição da reforma tributária sobre o consumo, com a entrada em operação do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, teve início justamente no último dia 1º de janeiro.
Como apurou o blog na Secretaria da Fazenda, já seria perceptível na pasta o conflito entre a gestão fazendária e a orientação palaciana sobre os pedidos de deputados.
Haveria também retaliações a líderes das manifestações pela extinção do sub-teto, a que o governo era refratário mas teve que ceder.
Não é nada novo, mas no governo Wanderlei, foi, até agora, contido. O afastamento/retorno do Governador teria, aparentemente, modificado esse perfil técnico e tolerante com diferenças.
No que não pode dar em coisa boa. A Secretaria da Fazenda com a chave do cofre, os desembolsos poderiam ser melhor administrados com as receitas.
A chave entregue à vontade política, o resultado nas contas públicas é previsível.


