O evangélico deputado federal Eli Borges não tem preocupação com as coisas mundanas. Buscou para vice na sua chapa um empresário envolvido naquela denúncia de contrato com garçons ao preço de R$ 11 mil mensais (há menos de dois anos) na Assembléia (quando o piso não passava de R$ 1,3 mil). Uma copeira ganharia R$ 10 mil. Contrato de R$ 6,4 milhões (pagamento mensal de R$ 538.385,42) assinado pela então presidente do Legislativo, Luana Ribeiro. O empresário, que se note, não foi condenado a nada (deve ser ficha limpa) mas o contrato só não foi adiante porque interceptado pelo Tribunal de Contas que suspendeu os pagamentos obrigando a empresa e a Assembléia a adequá-lo. Ao invés de realizar nova licitação, o Legislativo apenas modificou o contrato, reduzindo o valor com nova proposta da empresa. Uma baba. Com direito, agora, a indulgência plenária do pastor Eli. E que se note: se empresas não podem fazer doações eleitorais, os candidatos podem. E o limite da auto-doação é 10% do que recebeu e declarou o candidato à Receita no ano anterior.


