Os políticos já estão nas ruas. Daqui a nove meses os eleitores tem oportunidade de substituí-los ou mantê-los nos cargos.
Não há qualquer projeto de governo de longo prazo. Apesar dos R$ 3,6 bilhões de dívidas (R$ 3,2 bilhões de financiamentos) e orçamento anual de R$ 19,5 bilhões (2026).
A população não dispõe, com efeito, de nenhum indicador de como será sua vida daqui a um ano que dirá dez ou vinte. Se não há planejamento de governo, não o haverá na sociedade.
As prestações dos empréstimos, no entanto, comem recursos não só de hoje, mas futuros. Somada a sangria dos desvios investigados e não investigados, a situação piora.
E (fora Siqueira Campos) dão bem o perfil da sociedade política regional e suas prioridades. Aponte aí um projeto estruturante e de longo prazo em duas décadas!! Unzinho qualquer!!!
Um dos resultados: o Estado teve um saldo positivo na balança comercial internacional em 2025 de R$ 16 bilhões (US$ 3 bilhões). Commodities sem valor agregado. Dinheiro com poucos.
Na balança comercial interna (entre Estados) - a raia miúda da economia - , o Tocantins deve fechar 2025 com saldo negativo.
A exemplo de 2024 quando comprou R$ 35 bilhões a mais do que vendeu (negativo de R$ 35,897 bi). Dinheiro saindo mais do que entrando, conforme números do Conselho Nacional de Política Fazendária.
Destes R$ 35 bilhões negativos na conta corrente entre Estados, o maior déficit foi com o Maranhão: um saldo negativo de R$ 11,924 bilhões.
Maior que os R$ 2,867 bilhões negativos com o Estado de São Paulo. Significa que o Tocantins compra mais do Maranhão do que de São Paulo em termos financeiros.
Situação que pode se repetir em 2025 (dados ainda não publicados).
Isto porque conforme dados da Secretaria da Fazenda (números de ontem), em dezembro do ano passado, foram registradas entradas do Maranhão para o Tocantins de R$ 1,437 bilhões.
E do Tocantins para o Maranhão (saídas) de apenas R$ 587,3 milhões. Ou seja, um saldo negativo de R$ 850,3 milhões.
Como o Maranhão cerca de 12,2% situam-se na extrema pobreza, nos é dado inferir que o Tocantins (com seus 2,2% na extrema pobreza) estaria dando sua parte para combater a pobreza do Estado vizinho.
Mas o governo tem feito das renúncias fiscais política no setor, concedendo no ano passado algo próximo de R$ 2 bilhões de benefícios.
Ou: R$ 5,9 bilhões nos últimos três anos (até agosto/2025). Para uma arrecadação no período de R$ 16,4 bilhões.
Projetos? Nada.


