Vamos tentar entender um pouco da lógica política do governador Wanderlei Barbosa.
Lançou ontem o deputado Eli Borges candidato ao Senado pelo Republicanos. Eli Borges deixou o PL onde era parlamentar federal.
E depois não gostam que se aponte os seus equívocos políticos.
Wanderlei perdeu o presidente da Assembléia, Amélio Cayres, em troca do acordo com o grupo de Dorinha Seabra.
O grupo da Senadora tem dois pré-candidatos ao Senado declarados há mais de ano:
Eduardo Gomes (vice-presidente do Senado e presidente regional do PL) e o deputado federal Carlos Gaguim (UB).
Para você, leitor que sabe juntar números e letras: a candidatura de Eli ao Senado pelo Republicanos atrapalha ou beneficia o grupo de Dorinha Seabra?
A divisão de votos interna da majoritária é benefíca ou maléfica ao grupo?
Prejudica ou melhora a campanha à reeleição do senador Eduardo Gomes, presidente regional do PL?
Haveria diferença entre Wanderlei lançar Amélio, candidato avulso do Republicanos para a candidatura avulsa de Eli Borges?
Poder-se-ia entender que fosse estratégia de Wanderlei para transmitir que tem o controle, quando ele está em Brasília (DF).
Wanderlei é apenas presidente de uma comissão provisória regional. Nem ele nem a nacional necessitam de votação de membros de diretório. Não é diretório constituído.
E lá na frente (nas convenções) mudar novamente.
O problema, entretanto, fica com o eleitor que pode não entender a lógica.
Eduardo Gomes, com reeleição garantida (lidera todas as pesquisas de intenção de votos) e um dos maiores articuladores do Congresso, dá de ombros para não criar problemas: ocupa-se da sua eleição e da eleição de Dorinha.
Além de aumentar o número de parlamentares do PL no Congresso.
Pela imprensa nacional, foi o partido que mais ganhou parlamentares na janela partidária.
E pode ter em Flávio Bolsonaro um presidente.


