A eleição na presidência da Câmara de Palmas promete. Há pelo  menos quatro candidatos possíveis: Marilon Barbosa, Rogério Freitas, Folha Filho e a novata Janaldi Vacari. Temos aí: Democratas (Marilon), MDB (Rogério), Patriota (Folha) e Podemos (Janaldi). De outro modo, três candidatos ao governo: Eduardo Gomes (MDB), Wanderlei Barbosa e Ronaldo Dimas.

Já há aqueles que descartem Marilon Barbosa que poderia ser substituído no esquema do Palácio Araguaia por Janaldi Vacari, com penetração tanto junto aos empreiteiros quanto aos donos de escolas privadas.

Marilon tem direito a candidatar-se à reeleição. É  uma nova legislatura o que não se enquadraria nas proibições de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre (Câmara e Senado). 

Preterir Marilon seria o governo confiar mais num alienígena (Janaldi), representante dos empresários, que no vice-governador Wanderlei Barbosa, um político em essência. Ou Wanderlei preterisse o irmão por uma novata e aí teria que ter motivos substanciais para a decisão inóspita.

Implausível ainda que se imagine fizesse parte de  uma estratégia, ela seria caolha dado rachar a base governista mesmo que se tivesse como fundamento estrutura financeira para uma candidatura de Wanderlei ao governo, quando o nome com maior musculatura é Eduardo Gomes, ainda aliado do Palácio.

Trocar o certo pelo duvidoso. Até porque Janaldi, ainda que não condenada e portanto sem problemas judiciais, integra, no posso passivo, ação civil pública proposta pelo MPE de Paranã, o que a enfraquece do ponto de vista político. E Marilon navega no mar da tranquilidade eleitoral.

Na prefeitura, tinha-se dois possíveis aliados: Rogério Freitas e Folha Filho. Ambos já presidiram a Câmara assim como os dois já estiveram envolvidos em situações heteredoxas no exercício do mandato. Um deles chegou até mesmo a ser preso.

Rogério venceu a parada. Intui-se por força de pressão do partido, o MDB, que tem o senador Eduardo Gomes e o grupo dos Miranda que apoiaram a prefeita Cínthia Ribeiro. O presidente da Câmara, sendo do MDB, é relevante numa pretensa candidatura de Gomes ao governo daqui a dois anos (tempo do mandato). 

Observando a trajetória política (e histórico) dos envolvidos,entretanto,pode-se ter tudo naqueles com direito a presidir o Legislativo municipal. O problema é o que se espera deles a partir de seus movimentos pretéritos.

A eleição ocorre logo após a posse dos novos vereadores amanhã. A votação será presidida pelo atual presidente, Marilon Barbosa, não pela presidência mas por ser o vereador mais votado nas eleições de 2020. Determinação da Lei Orgânica e do Regimento Interno.

 

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