O União Brasil lança a pré-candidatura da senadora Dorinha Seabra na próxima sexta. É tido como um encontro suprapartidário com PP, PL e outros. Talvez o Republicanos.
Dorinha declarou a uma rádio (Hitz) esta semana (e o postou) que não é candidata de Wanderlei (Republicanos) nem de Eduardo Gomes ou de Carlos Gaguim. Mas sim do Tocantins.
Como toda ação corresponde a uma reação e vice-versa, estariam justificadas as razões do movimento intempestivo e, certo modo, destemperado dadas as circunstâncias.
Talvez seu pensamento não vá, da forma como pretendesse (ou imaginasse), ao cerebelo dos "pares" palacianos por carência de impulsos elétricos.
O Republicanos tem colocado o presidente do Legislativo, Amélio Cayres. E não tem nominatas ainda.
A declaração de Dorinha serve-se, muito nítido, a uma metonímia deficiente porque haveriam mais partes a serem consideradas na formação desse todo.
Thomas Hobbes escrevia que nem todo pensamento que passa a outro pensamento o sucede indiferentemente.
Dias e meses Dorinha e seu grupo, como é público e notório, buscam apoio do Palácio. Deixaram uma vaga de vice em aberto. Lembram-se o áudio vazado no ano passado?
Dizer que não é candidata de Wanderlei tem suas consequências. A primeira delas é: se ela não o é, quem o seria? E que herdaria os votos consagrados e consignados ao governador?
A Senadora busca, na verdade, desligar-se de Wanderlei Barbosa e do governo. Mas ter o governo e Wanderlei ao seu lado.
E negar – ainda que tarefa difícil - a ascendência de Eduardo Gomes e Carlos Gaguim sobre seu projeto. Mas mantê-los na ascendência para êxito do seu projeto.
A metonímia inadequada, no entanto, desviaria o foco da negação afirmativa que de fato estaria a tentar embaralhar no cérebro do eleitor.
É uma decisão que chega um pouco tarde.
Pesquisas de institutos nacionais (a última de 10 a 17 de março a que o blog teve acesso) - e não liberadas para publicação - já mostram Dorinha quase empatada tecnicamente com Vicente Jr no Estado. Tanto na pesquisa estimulada como na espontânea.
Nas lideranças nacionais dos partidos já seria fato consumado a ascensão e o declínio. São números que podem já ter sido detectados também pelos marqueteiros de Dorinha. Daí a mudança da estratégia e das táticas que a sustentam.
Muito disso pela continuidade que Dorinha representaria de Wanderlei. E a dificuldade de entrar no agro tradicional e em nichos conservadores pró-Bolsonaro que demonstram baixa conversão à sua candidatura.
Contrário de Vicente Jr: bolsonarista convicto, com alta capilaridade no Estado, forte apoio de prefeitos e municipalista. Com ampla penetração nos eleitores acima de 25 anos.



