Sexta-feira, 3 de Abr de 2026

Dorinha diz ao T1 que Gaguim não deixa o grupo e passa a impressão de estar batendo prego numa barra de sabão fazendo uso de uma procuração quando situação exigiria o titular para desfazer a dúvida criada pela própria "aliança"

03/04/2026 173 visualizações

A declaração da senadora Dorinha Seabra (UB) ao T1 Notícias ontem fala por si mesma: garante que o deputado Carlos Gaguim (UB) continua no seu grupo.

A dois dias do encerramento da janela partidária, era de se supor que decisão tão “sensível” obtivesse maior credibilidade manifestada pelo próprio. E que ainda não o fez.

Como também não se viu que demonstrasse, ele próprio, vontade de sair. Ou seja, Dorinha combateria uma sombra com outra sombra.

A parlamentar, pré-candidata a encabeçar a chapa majoritária governista, mistura, aparentemente, didática com pedagogia.

Para justificar o candidato do Republicanos ao Senado, diz pedagogicamente que o grupo pode ter até quatro candidatos.

Pode até mais. Não só Eli Borges, Carlos Gaguim, Eduardo Gomes e Vanderlei Luxemburgo. Quem sabe mais!!!

Mas não explica didaticamente como politicamente uma divisão poderia ter uma soma como resultado e não partes dela resultantes no fracionamento.

E nem como ela (a divisão) seria justificada confrontada com as definições e certezas anteriores e antecipadas do grupo.

Manifestadas,  inclusive, pela própria Senadora, como o fez com a  candidatura do deputado do UB. Um compromisso imexível como também da candidatura do senador Eduardo Gomes.

É uma tese que não atende nem Carlos Gaguim ou Wanderlei Barbosa sobre Eli Borges a não ser como farsa. Dado que a chapa estaria fechada.

Gaguim, por exemplo, abertas as urnas de 2022, já saiu defendendo Dorinha para governo em 2026.

Aliás a chapa de 2022 seria, inicialmente, Eduardo Gomes, Dorinha e Gaguim. Foi de Gaguim a movimentação para Dorinha substituir a senadora Kátia Abreu  na chapa de Wanderlei.

Carlos Gaguim aceitar não mudar de partido (quando pode) e manter-se candidato ao Senado até as convenções – sem qualquer garantia - sob a projeção de Eli Borges impulsionado pelo governador do Estado.

Dependente de reuniões entre Dorinha, Odirley, Janad, Eduardo Siqueira, Carlos Amastha e Wanderlei Barbosa.

Um grupo que até dias atrás mantinha divergências e interesses inconciliáveis. Alguns não conseguiam sequer sentar-se à frente de outros.

Do outro lado, o deputado Vicentinho Jr (PSDB) disse ao blog na noite de ontem que as portas de seu grupo estariam abertas para Carlos Gaguim disputar o Senado.

O deputado Carlos Gaguim pode ser tudo, menos um neófito político.

Basta ver que sua primeira eleição a deputado estadual (há 28 anos/1.998) só ocorreu após a criação (por ele próprio e o ex-candidato a prefeito, Francisco Mossoró) de uma frente política que somava votos.

E que acompanhei por dentro a sua formação.

Um inusitado à época.

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