A declaração da senadora Dorinha Seabra (UB) ao T1 Notícias ontem fala por si mesma: garante que o deputado Carlos Gaguim (UB) continua no seu grupo.
A dois dias do encerramento da janela partidária, era de se supor que decisão tão “sensível” obtivesse maior credibilidade manifestada pelo próprio. E que ainda não o fez.
Como também não se viu que demonstrasse, ele próprio, vontade de sair. Ou seja, Dorinha combateria uma sombra com outra sombra.
A parlamentar, pré-candidata a encabeçar a chapa majoritária governista, mistura, aparentemente, didática com pedagogia.
Para justificar o candidato do Republicanos ao Senado, diz pedagogicamente que o grupo pode ter até quatro candidatos.
Pode até mais. Não só Eli Borges, Carlos Gaguim, Eduardo Gomes e Vanderlei Luxemburgo. Quem sabe mais!!!
Mas não explica didaticamente como politicamente uma divisão poderia ter uma soma como resultado e não partes dela resultantes no fracionamento.
E nem como ela (a divisão) seria justificada confrontada com as definições e certezas anteriores e antecipadas do grupo.
Manifestadas, inclusive, pela própria Senadora, como o fez com a candidatura do deputado do UB. Um compromisso imexível como também da candidatura do senador Eduardo Gomes.
É uma tese que não atende nem Carlos Gaguim ou Wanderlei Barbosa sobre Eli Borges a não ser como farsa. Dado que a chapa estaria fechada.
Gaguim, por exemplo, abertas as urnas de 2022, já saiu defendendo Dorinha para governo em 2026.
Aliás a chapa de 2022 seria, inicialmente, Eduardo Gomes, Dorinha e Gaguim. Foi de Gaguim a movimentação para Dorinha substituir a senadora Kátia Abreu na chapa de Wanderlei.
Carlos Gaguim aceitar não mudar de partido (quando pode) e manter-se candidato ao Senado até as convenções – sem qualquer garantia - sob a projeção de Eli Borges impulsionado pelo governador do Estado.
Dependente de reuniões entre Dorinha, Odirley, Janad, Eduardo Siqueira, Carlos Amastha e Wanderlei Barbosa.
Um grupo que até dias atrás mantinha divergências e interesses inconciliáveis. Alguns não conseguiam sequer sentar-se à frente de outros.
Do outro lado, o deputado Vicentinho Jr (PSDB) disse ao blog na noite de ontem que as portas de seu grupo estariam abertas para Carlos Gaguim disputar o Senado.
O deputado Carlos Gaguim pode ser tudo, menos um neófito político.
Basta ver que sua primeira eleição a deputado estadual (há 28 anos/1.998) só ocorreu após a criação (por ele próprio e o ex-candidato a prefeito, Francisco Mossoró) de uma frente política que somava votos.
E que acompanhei por dentro a sua formação.
Um inusitado à época.


