Domingo, 25 de Out de 2026

Disputa entre mentiroso compulsivo e o velho verdadeiro: qualquer país civilizado mandaria os princípios bolsonaristas para a lata de lixo da história. Brasil decide hoje se que voltar às urnas em quatro anos e continuar livre

25/10/2026 85 visualizações

O empate técnico entre Lula e Flávio pouco antes das urnas foi precedido de última cartada dos bolsonaristas: E que note: o bolsonarismo não é sinônimo de direita.

Não há equivalência entre os princípios liberais e os extremistas que se acobertam no bolsonarismo.

"Entidade" criada para fazer emergir sua política maléfica que encontrava-se sepultada em suas almas.

E que estava aí vagando como um espírito de porco num país que reconquistou com muita luta (e mortes) a liberade democrática de ir e vir.

E mesmo de votar e ser votado como sucedeu a Jair e agora pode beneficiar a Flávio no projeto do pai de torná-lo presidente, na impossibilidade de livrar-se, momentaneamente, das grades.

Os bolsonaristas não estariam sozinhos na história: tentam realinhar (sem rever), em seu projeto totalitário, o Estado Novo da ditadura Vargas (Getulismo), a tentativa de golpe do comunismo (Prestes), do tenetismo  (para derrubar a República Velha) e mesmo de Floriano Peixoto na sucessão de Deodoro da Fonseca após a proclamação da República. 

E o que dizer da Revolução Constitucionalista de 32 para derrubar o governo provisório de Vargas!!

Ou seja, a democracia atual não foi doada. Mas conquistada.

Mas voltemos ao disparate moral de ontem: Lula, 81 anos, seria idoso demais para governar e Flávio, um Alexandre (o macedônio) que, até os 30 anos, havia erguido um império na Ásia e África, eliminando adversários políticos.

Flávio Bolsonaro tem 45 anos. Maior projeção de ativismo do que Alexandre. Muito embora um oceano os separasse na estratégia e inteligência política.

E quem o prova é o próprio bolsonarismo. Senão vejamos:

A investida na idade da claque bolsonarista ontem, no entanto, sucedeu os nove dedos apontados por Flávio a Lula no debate da Globo.

Há no Brasil 1,5 milhão de deficientes físicos aptos a votar (de um total de 14 milhões) e nada menos que 37,5 milhões de idosos com direito a voto no país.

Ter-se-ia, aí, estatisticamente (mas em números absolutos) 39 milhões de eleitores que teriam razões justificadas para escolher o velho e deficiente. 

A diferença de votos, com efeito, entre Lula e Flávio (pró-Flávio) foi de 2,225 milhões de votos no 1º turno.

Na Quaest de ontem (considerando os 119 milhões de votos válidos do 1º turno) essa diferença passou para 2,386 milhões pró-Flávio.

A razão, entretanto, não é inata a nós como os sentidos e a memória. Mas não se deve também expiar a reta razão nas nossas almas

Lula aos 81 anos governa (pela terceira vez pelo voto popular) um país de 214 milhões de habitantes, PIB de R$ 2,7 trilhões e 27 Estados.

O maior apoiador internacional de Flávio Bolsonaro (e referencial bolsonarista), Donald Trump (que taxou os produtos brasileiros e ameaça ministros do STF para livrar Jair Boslonaro da cadeia) tem 80 anos e governa, pela segunda vez, um país com 349 milhões de habitantes, PIB de US$ 32,6 trilhões (R$ 163 trilhões) e 50 Estados.

A diferença de  idade de um ano entre velho brasileiro que se precisaria combate e o velho norte-americano que se quer internar com sua mão grande no  país.                                 

Bastaria apenas um clique no Google para os bolsonaristas colocarem de lado a tática sem pé nem cabeça. Burlesca até.

Claro está que idade (como nunca foi) não é imperativo categórico para um bom ou mau governo. Jair Bolsonaro, pai e mentor de Flávio, tem 71 anos.

Arquitetou (como decidiu o STF) um plano de golpe para que Lula eleito não ocupasse o cargo de presidente aos 67 anos.

Um plano não concretizado pela recusa de duas forças: Exército e Aeronáutica. Caso contrário, é possível  inferir com olhar no passado, o país não estaria, hoje, quatro anos depois, indo às urnas.

Foi condenado a 27 anos. Preso provisoriamente, reagiu como o pior dos presidiários: tentou romper a tornozeleira eletrônica com uma furadeira. E que Flávio diz retirar da cadeia no primeiro ato de governo. E subirá a rampa com o presidiário.

E o que dizer das 700 mil mortes da Covid, o negacionismo das vacinas, a terra plana, os cortes de benefícios sociais, as emendas pix, os escãndalos na Saúde e Educação!! E a inflação, taxa de juros, crescimento negativo do PIB, Sérgio Moro e que tais.

Seria preciso um esforço hercúleo para encontrar uma obra edificante e civilizada de Jair que pode voltar pelas mãos de Flávio, como  já determinou o ainda candidato.

E Flávio? A  qualquer um que pense em sua família, liberdade e lei seria desnecessário elencar a folha corrida de Flávio: um criminoso/mentiroso contumaz que as investigações da PF demonstram.

Sem qualquer escrúpulo com dinheiro público e com pessoas. Provas que ele mesmo as produz com seu sentido de impunidade e desprezo a regras elementares do estado democrático e de direito.

Bastando para isto, repito, apenas um clique no Google.

Não é por falta de razões que o eleitor brasileiro, em normais condições de sanidade mental, deveria obrigatoriamente empurrar esse Flávio para a lata de lixo da história.

Só aquele que passou pela ditadura militar sabe o que apontam as propostas e conceitos flavianos.

O eleitor decidirá hoje se quer votar de novo daqui a quatro anos.

E tem eleitor que prega: ah, LA, você não me representa.

Ora!! E nem gostaria. Caso contrário, com 46 anos de jornalismo político, se assim o quisesse, teria, pelo menos um única vez, uma vezinha sequer, tentado, na democracia, obter representação eleitoral.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Destaque