Quinta-feira, 2 de Jul de 2026

Deputados postergam autorização para Estado receber doação de R$ 56 milhões do BNDES mas aprovam licença prêmio de até 35% do subsídio a procuradores e mais salários no TJ. O Estado terá que premiar também o tempo do procurador em empregos anteriores

02/07/2026 121 visualizações

O Estado do Tocantins é mesmo caso sui gêneres. O Executivo tem feito esforço considerável para pagar a folha de salários antecipada (despesa bruta de salários de R$ 851 milhões/abr/26).

A Procuradoria Geral de Justiça quer  derrubar as gratificações de R$ 1,5 mil de 800 funcionários. Por outro lado, deputados postergam autorização para Estado receber doação de R$ 56 milhões do BNDES.

E os deputados aprovaram ontem indenização de 5% do subsídio (a cada cinco anos) aos procuradores do Estado (limitado a 35%).

Foram além: os procuradores podem contar neste tempo para licença prêmio, o tempo de serviço de outras atividades anteriores com outros empregadores.

Contrariando um dos princípios basilares da licença prêmio: o vínculo específico adquirido.

No popular, o governo do Tocantins/contribuinte estará pagando prêmio por um trabalho que o procurador prestou a outro patrão que não a PGE. Podendo ser indenizado em pecúnia.

Só? Não!! Aprovaram a criação de 22 novos cargos em comissão de chefes de secretaria no Tribunal de Justiça. E que agora serão denominados secretários gerais. De 51 agora serão 73.

O custo deste aumento (segundo informam) será de R$ 7,6 milhões anuais. Ou: R$ 28 mil mensais em média para cada um dos 22 novos secretários.

Hoje, os chefes de secretaria tem salário (folha de junho/26) que varia entre R$ 7 mil (em comissão) e R$ 44 mil (efetivo).

Já os procuradores do Estado tem salário entre R$ 36 mil e 43 mil (folha de junho/26). Mais auxílio saúde, alimentação e honorários.

Sim!! Se o governo, por exemplo, ganha uma causa de cobrança de ICMS (milhões), o procurador (advogado do Estado) - que já tem o salário de R$ 36 mil - recebe também os honorários.

Tudo isto aí quando a arrecadação de receitas estaduais oscila para baixo.

É ou  não é um Estado a ser explicado?

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